O alarmante avanço da Assistência Médica para Morrer no Canadá e seus desdobramentos sombrios
Um caso recente no Canadá chocou o mundo: um homem com um problema médico considerado menor foi levado à eutanásia após uma conversa em um estacionamento de cafeteria. Este incidente, divulgado pelo jornal The Globe and Mail, levanta sérias preocupações sobre a expansão irrestrita da Assistência Médica para Morrer (MAID, na sigla em inglês) no país.
O médico James MacLean está sob investigação pelo Colégio de Médicos e Cirurgiões de Ontário por supostamente ultrapassar limites profissionais em dois casos de MAID em 2024. Um dos episódios envolveu um procedimento que precisou ser repetido após o paciente, declarado morto, voltar a respirar.
O outro caso, que ganhou destaque, é o de Thomas Dillon, um homem de 45 anos com doença de Crohn e histórico de problemas de saúde mental. Segundo o relatório, MacLean avaliou a elegibilidade de Dillon para o suicídio assistido do lado de fora de uma loja Tim Hortons, em London, Ontário. Meses depois, em um local descrito como a sala de um depósito industrial, o médico administrou os medicamentos letais.
Investigação e críticas ao sistema canadense
O incidente em Ontário é tratado como um possível caso de negligência profissional. A investigação aponta para uma surpreendente “resposta regulatória limitada” a situações como essa. Críticos, como o colunista Matt Walsh, classificam o sistema como um “pesadelo canadense”, denunciando a “eugenia em escala industrial e assassinatos em massa”.
A “normalização” da eutanásia patrocinada pelo governo é vista como a raiz do problema, mais do que a falta de fiscalização. A preocupação reside na aceitação social da MAID como parte da medicina, o que, segundo analistas, abre portas para abusos.
O sistema de saúde universal e o incentivo perverso
A situação é agravada pelo sistema de saúde universal do Canadá. Existe um incentivo perverso para “se livrar” de pessoas com problemas crônicos em vez de tratá-las. O que antes era raro, a morte assistida se tornou uma das principais causas de morte no país, superando até o número de eutanásias de animais em abrigos.
Estatísticas alarmantes divulgadas pelo Free Press em março revelam que, apenas em Ontário, 219 pessoas morreram no dia seguinte ao pedido de MAID em 2023. Cerca de 30% desses óbitos ocorreram no mesmo dia da solicitação.
Crescimento exponencial e comparações chocantes
Estima-se que o Canadá ultrapasse a marca de 100.000 mortes por suicídio assistido desde a aprovação da lei em 2016. Este número é mais que o dobro das mortes registradas no país durante a Segunda Guerra Mundial, um dado chocante divulgado pelo New York Post.
A indústria da morte assistida, agora “normalizada”, gerou cenários antes impensáveis, como a extração de órgãos. O ritmo e a escala dessa implementação servem como um severo alerta para outros países.
Um aviso para os Estados Unidos e o mundo
Nos Estados Unidos, onde a MAID é legal em poucos estados e com restrições, o exemplo canadense serve como um forte aviso. O número de estados que permitem o suicídio assistido, mesmo que de forma limitada, está crescendo, com Nova York sendo o 14º a legalizá-lo em 2025.
Os cenários catastróficos que se desenrolam no Canadá com a expansão da Assistência Médica para Morrer são um indicativo do que pode acontecer se essa tendência não for freada. A discussão sobre os limites éticos e a segurança dos pacientes em programas de morte assistida se torna cada vez mais urgente.