A tática de acusar o adversário do que se faz: desvendando as falsas alegações contra Israel
A frase “acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é” resume uma tática de guerra política eficaz. Atribuída a figuras como Lenin ou Goebbels, essa estratégia de “espelhamento” tem sido amplamente utilizada contra Israel. A liderança palestina, a esquerda mundial e seus apoiadores empregam essa abordagem, invertendo a realidade e projetando em Israel as próprias falhas e ideologias.
Acusar Israel de ‘apartheid’, ‘genocídio’ e ‘colonialismo’ não descreve, na verdade, as ações do Estado judeu. Pelo contrário, é uma forma de desviar a atenção, criar uma cortina de fumaça e isentar-se de responsabilidades. Essa inversão busca pintar Israel como inerentemente mau, deslegitimando a única democracia do Oriente Médio.
O uso de palavras-chave com forte impacto emocional, como as citadas, facilita a viralização nas redes sociais sem a necessidade de provas. Essas acusações geram condenação imediata, pois os termos são vistos como “pecados morais” no Ocidente, criando um escudo para os verdadeiros perpetradores de abusos. Conforme análise de Marcos L. Susskind, especialista em Oriente Médio, essa é uma ferramenta de guerra psicológica.
A Falsa Acusação de Apartheid Contra Israel
A alegação de que Israel pratica apartheid visa rotulá-lo como criminoso, defendendo seu desmantelamento. No entanto, a realidade em Israel demonstra o contrário. Cerca de 21% da população israelense é árabe, participando ativamente em todas as esferas sociais, políticas e econômicas. Há árabes como médicos, advogados, parlamentares, juízes do Supremo Tribunal e prefeitos de dezenas de cidades.
Em contraste, na Cisjordânia, onde vivem cerca de 700 mil judeus, nenhum deles ocupa funções de destaque. Aliás, vender terras a judeus pode resultar em prisão perpétua com trabalhos forçados, evidenciando uma exclusão sistemática que não se verifica em Israel.
Desmistificando a Ideia de Colonialismo Israelense
A acusação de colonialismo contra Israel ignora o contexto histórico e a origem do povo judeu. Ao contrário dos colonizadores europeus que retornavam a seus países de origem, os judeus chegaram à Terra de Israel como refugiados, buscando um lar ancestral. A presença judaica na região é milenar e contínua, enquanto a chegada árabe data de 636 d.C.
O termo “colonialismo” é frequentemente usado para angariar simpatia de ativistas ocidentais. Na verdade, os verdadeiros colonizadores históricos na região foram os árabes, que impuseram sua fé e modo de vida em terras como o Egito copta, o norte da África e o Levante, antes predominantemente cristão.
A Inverdade da Acusação de Genocídio
A acusação mais grave, a de genocídio, definida como o extermínio deliberado de um grupo, não encontra respaldo nos fatos. A população árabe em Israel cresceu de 154.000 após a independência para 2.120.000 atualmente. Na Cisjordânia e Gaza, a população passou de 1.040.000 para 5.450.000.
Os números de mortos em conflitos recentes em Gaza, quando analisados em contexto, revelam que a maioria das vítimas não está diretamente envolvida no combate. Em contraste, conflitos em nações islâmicas como Síria, Sudão e Iraque resultaram em centenas de milhares de mortes civis, frequentemente com menor atenção internacional, enquanto o Ocidente se cala.
A Estratégia por Trás das Palavras-Chave
O uso estratégico de palavras-chave como “apartheid”, “genocídio” e “colonialismo” tem objetivos claros. Primeiramente, facilitam a disseminação rápida e viral em redes sociais, sem exigência de provas. Em segundo lugar, geram uma condenação moral imediata, associando Israel a práticas inaceitáveis.
Por fim, essas acusações servem como um escudo protetor para grupos como o Hamas e a Autoridade Palestina. Permitem que esses atores desviem o foco de seus próprios abusos de direitos humanos, corrupção e programas de “pagar para matar”, enquanto o mundo se concentra em acusações infundadas contra Israel.