Diretor da PF elogia coragem de Galípolo (BC) no caso Master e aponta falhas em gestões anteriores

Diretor da PF elogia coragem de Galípolo (BC) no caso Master e aponta falhas em gestões anteriores

Resumo

PF elogia Banco Central por “coragem” em investigar caso Master, com raízes em gestões anteriores

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, fez elogios à postura do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação às investigações do caso Master. Segundo Rodrigues, a iniciativa de Galípolo em aprofundar a apuração foi fundamental para trazer à tona problemas que se originaram em gestões anteriores do Banco Central.

A declaração foi feita durante a apresentação do balanço anual da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Rodrigues ressaltou que a cooperação entre as instituições, sob a liderança de Galípolo, permitiu enfrentar uma questão complexa que já se arrastava.

“Ele teve a coragem, a capacidade de levar à frente, levar à Polícia Federal esses dados, conforme manda a lei”, afirmou Rodrigues, destacando a importância da ação do presidente do BC. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. O inquérito sobre o caso Master segue em andamento e a PF trabalha para concluí-lo em breve.

Problemas do Banco Master tiveram origem em administrações passadas do BC

Andrei Rodrigues enfatizou que os problemas envolvendo o Banco Master não são recentes e que a atual gestão do Banco Central, liderada por Gabriel Galípolo, demonstrou **coragem** ao enfrentar a situação. Ele indicou que as origens das irregularidades remontam a administrações anteriores da autarquia.

“Eu ressaltei aquilo que chegou ao nosso conhecimento a partir das informações do protocolo legal do encaminhamento que é feito do Banco Central à Procuradoria-Geral da República e posteriormente a nós. O que percebemos é que havia outros alertas em outros momentos”, explicou o diretor-geral da PF.

Autonomia da PF e do BC na investigação do caso

O diretor-geral da Polícia Federal reforçou que tanto o Banco Central quanto a PF agiram com **autonomia** nas investigações do caso Master. Rodrigues destacou que o inquérito está próximo de ser concluído, com a expectativa de um relatório final em breve.

Recentemente, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do inquérito, **prorrogou a investigação por mais 60 dias**, permitindo que a PF aprofunde as apurações e analise todos os achados.

PF não descarta nenhuma hipótese e busca conclusão do inquérito

Rodrigues assegurou que a Polícia Federal não descarta nenhuma linha de investigação e que todos os achados durante o processo serão considerados. O objetivo é apresentar um relatório final completo e transparente sobre o caso Master.

“Estamos nesse inquérito principal caminhando para um relatório final com esse objeto e dando um encaminhamento a todos os achados que houver sem descartar nenhuma hipótese. As nossas investigações têm sempre essa característica, procuramos não poluir o objeto principal com outros achados, mas não vamos descartar nenhum achado que houver durante esse processo”, concluiu.

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