Eduardo Bolsonaro pede a Trump retorno de sanção contra Moraes e diz que Zelle é o "Pix dos EUA"

Eduardo Bolsonaro pede a Trump retorno de sanção contra Moraes e diz que Zelle é o “Pix dos EUA”

Resumo

Eduardo Bolsonaro revela ter solicitado a Donald Trump a reintrodução de sanções contra Alexandre de Moraes e sua esposa, citando o Zelle como equivalente americano ao Pix.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que, em encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a volta das sanções pela Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3).

Eduardo negou veementemente que ele ou seu irmão, Flávio Bolsonaro, tenham pleiteado ao governo americano a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração surge em meio a discussões sobre possíveis retaliações comerciais entre os dois países.

A intervenção de Eduardo Bolsonaro em relação às sanções americanas e a menção ao Zelle como um “Pix dos EUA” ocorrem em um contexto de tensões diplomáticas e econômicas. Conforme reportado, o ex-parlamentar busca defender os interesses brasileiros através de negociações diretas, comparando sistemas de pagamento para argumentar em favor do Brasil.

Sanções Magnitsky e a defesa de “punir tiranos”

Em entrevista ao canal TCM News, Eduardo Bolsonaro explicou sua posição: “A gente acredita que punições individuais contra pessoas que estão se comportando como tiranos são válidas e sempre buscamos, como a Lei Magnitsky, que eu particularmente, não falo pelo Flávio, pedi o retorno delas contra o Moraes e sua esposa”. Moraes e sua esposa foram anteriormente incluídos e depois removidos da Lei Magnitsky em 2025.

O ex-parlamentar ainda comentou sobre o julgamento de Eduardo por suposto crime de coação, marcado para o dia 16. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Eduardo articulou sanções contra o Brasil e ministros do STF com o intuito de garantir a impunidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O “Fator Flávio” e a ameaça de tarifas

Eduardo Bolsonaro atribuiu a não aplicação imediata de tarifas sobre produtos brasileiros ao que chamou de “fator Flávio”. Ele explicou que seu irmão se reuniu com Trump e o Secretário de Estado, Marco Rubio, e prometeu que, caso eleito presidente, buscará um acordo de livre comércio entre Brasil e EUA em moldes de igualdade, o que tornaria novas tarifas desnecessárias.

A recomendação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foi justificada por decisões contra redes sociais americanas, o uso do Pix, que supostamente prejudicaria empresas de pagamento dos EUA, e a falta de medidas contra corrupção e pirataria no Brasil.

Zelle como “Pix dos EUA” e a negociação comercial

Questionado sobre a possível ameaça ao Pix, Eduardo Bolsonaro comparou o sistema brasileiro ao Zelle, um serviço de pagamento instantâneo operado por um consórcio de bancos nos EUA. “O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, afirmou.

Ele sugeriu que o Brasil tem “bons argumentos” e interesse em recursos como terras raras e manganês para negociar com os EUA e evitar retaliações comerciais. “Dá para conversar e botar isso na mesa e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utilize de pagamento”, pontuou.

Financiamento do filme “Dark Horse” e a relação com Daniel Vorcaro

Eduardo Bolsonaro também defendeu a relação de seu irmão, Flávio, com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmando que todo o dinheiro solicitado foi investido no filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Bolsonaro. Ele contestou a desconfiança sobre a operação.

A notícia sobre o patrocínio de Vorcaro ao filme, revelada pelo The Intercept Brasil, indicava um repasse de R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos. Eduardo comparou o orçamento do filme a produções americanas, citando o filme sobre Melania Trump como exemplo de custo elevado.

Para o ex-deputado, a associação entre Flávio e Vorcaro é usada pela oposição para desgastar a pré-campanha de seu irmão à presidência.

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