Filipe Barros revela conversas com Deltan Dallagnol e espera por Ratinho Jr. para definir cenário eleitoral no Paraná em 2026

Filipe Barros revela conversas com Deltan Dallagnol e espera por Ratinho Jr. para definir cenário eleitoral no Paraná em 2026

Resumo

Filipe Barros e Deltan Dallagnol em articulação para 2026, com Ratinho Jr. como peça central

O cenário político paranaense para as eleições de 2026 ganha contornos mais claros com as declarações do deputado federal Filipe Barros (PL-PR). Ele confirmou excelentes conversas com Deltan Dallagnol (Novo-PR) visando uma possível dobradinha para as duas vagas ao Senado. A articulação, segundo Barros, ocorre de forma madura entre os partidos, buscando evitar a fragmentação que, no passado, prejudicou o campo conservador.

Apesar do alinhamento entre PL e Novo, o deputado enfatiza que qualquer definição estratégica para 2026 está atrelada ao futuro político do governador Ratinho Jr. A decisão do governador, seja para uma eventual candidatura presidencial ou ao Senado, é vista como o fator determinante para a composição das chapas no estado.

A unidade do campo conservador é apontada por Filipe Barros como decisiva para o desfecho eleitoral de 2026. Ele relembra a eleição de 2010, quando a divisão de votos da direita resultou na eleição de Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, um erro que, segundo ele, não pode se repetir. A fala do deputado foi divulgada na coluna Entrelinhas.

Ratinho Jr. é a chave para o tabuleiro de 2026

Filipe Barros destacou que a formação da chapa para o Senado no Paraná está diretamente ligada à decisão de Ratinho Jr. sobre seu próprio futuro político. O governador é considerado um nome forte tanto para uma disputa presidencial quanto para uma vaga no Senado.

“Estamos aguardando a definição do próprio governador. Já temos uma deliberação no PL de caminharmos juntos com o Ratinho, e o Novo também faz parte do governo. Antes de qualquer definição, precisamos saber qual será o movimento dele”, declarou Barros. A alta aprovação do governador no Paraná e os investimentos em obras são fatores que reforçam seu peso político no processo decisório.

Alerta sobre a divisão da direita e a lição de 2010

O deputado expressou preocupação com a fragmentação do eleitorado conservador, lembrando o pleito de 2010. Naquela ocasião, a multiplicidade de candidaturas da direita acabou favorecendo a esquerda, levando à eleição de Gleisi Hoffmann e Roberto Requião para o Senado. Barros alertou que esse erro não pode se repetir.

Ele também comentou que a movimentação do PT, com Gleisi Hoffmann reconsiderando sua decisão de não ser candidata, demonstra uma leitura estratégica desse cenário de potenciais divisões. A percepção é que o excesso de pré-candidaturas no Paraná pode abrir espaço para a oposição.

Caiado no PSD e o cenário nacional bolsonarista

Filipe Barros comentou a ida do governador Ronaldo Caiado para o PSD, um movimento que impacta o tabuleiro nacional e dialoga com os projetos políticos no Paraná. Ele observou que a mudança de partido de Caiado já era esperada e que a política é um jogo complexo, onde cortar pontes precocemente seria um erro.

No entanto, o deputado reafirmou seu posicionamento dentro do campo bolsonarista, declarando que seu pré-candidato é Flávio Bolsonaro. Ele expressou confiança de que Flávio chegará ao segundo turno e precisará do apoio de diversos governadores.

Críticas à política externa de Lula e o caso Banco Master

Na entrevista, Filipe Barros reiterou suas críticas à política externa do governo Lula, classificando-a como um “desastre completo”. Ele apontou o alinhamento do Brasil a ditaduras como Irã, Cuba, Venezuela e Nicarágua, prevendo reflexos econômicos e político-eleitorais.

O deputado também abordou o escândalo envolvendo o Banco Master, afirmando ter sido o primeiro parlamentar a acionar a Polícia Federal sobre o caso em dezembro de 2024. Ele defende a instalação de uma comissão de investigação específica, que, segundo ele, precisa apurar os fatos de forma aprofundada, sem se tornar um espetáculo, para entender como contratos milionários foram firmados e quem se beneficiou da situação.

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