Paulo Briguet compartilha sua experiência de deixar a esquerda e os impactos na vida social e espiritual.
O escritor Paulo Briguet, cujas crônicas foram comparadas às de Rubem Braga por Olavo de Carvalho, detalha em um artigo os motivos que o levaram a abandonar a esquerda há duas décadas. A principal razão, segundo ele, foi o seu reencontro com Deus e o retorno à fé católica, um processo que lhe custou a maioria de seus amigos.
Briguet aponta que a mentalidade esquerdista, em sua visão, se fundamenta em uma espécie de religião secular, onde a História substitui Deus, a justiça social toma o lugar da caridade e a revolução substitui a salvação. Ele lamenta que essa mentalidade tenha se infiltrado profundamente na sociedade, influenciando pessoas de diversas convicções políticas, mesmo que inconscientemente.
A análise de Briguet, divulgada em sua coluna, também aborda a infiltração de correntes de esquerda em instituições religiosas, tanto católicas quanto protestantes, através de movimentos como a Teologia da Libertação e a Missão Integral. Ele argumenta que essas ideologias buscam esvaziar o conteúdo espiritual das igrejas, promovendo agendas marxistas contrárias aos ensinamentos cristãos, como o aborto e a ideologia de gênero.
O Custo de Abandonar a Esquerda: Perda de Amigos e Isolamento Social
Ao decidir se afastar da esquerda, Briguet relata ter enfrentado uma reação drástica de seus antigos companheiros. Ele descreve que, da noite para o dia, muitos amigos se voltaram contra ele, dividindo-se entre aqueles que o viam como um traidor e outros que o consideravam louco. Essa experiência, segundo o autor, demonstra a dificuldade em sair de uma “caverna ideológica”.
Briguet observa que, mesmo durante a pandemia, perdeu mais alguns contatos, pessoas que não se identificavam como esquerdistas, mas que, em sua opinião, demonstraram uma tendência a “mandar na vida, na família e na saúde dos outros”. A saída de um ambiente ideológico estabelecido, ele enfatiza, é um dos passos mais desafiadores para um indivíduo.
A Falha do “Deus” da Esquerda e o Retorno à Fé Verdadeira
O autor argumenta que o “deus” da esquerda falhou, resultando em miséria, cadáveres, desilusão e opressão, em suas diversas manifestações. Para Briguet, a única forma de combater essa “religião política” é aderir ao Deus vivo, Jesus Cristo. Ele cita Santo Agostinho e um adágio latino, “Diabolus est simia Dei” (O diabo é o macaco de Deus), para explicar como o mal tenta imitar as virtudes divinas, apresentando “sombras no lugar da luz”.
Compensação e Novos Amigos: A Recompensa da Verdade
Apesar do custo pessoal, Briguet assegura que vale a pena abandonar a esquerda e suas ideias hegemônicas. Ele afirma que, embora se percam muitos amigos, ganham-se outros, e melhores. A recompensa final, para ele, é o ganho do melhor amigo de todos: Jesus Cristo.
Em uma nota pós-escrito, Briguet explica uma foto onde aparece fantasiado de militante esquerdista, esclarecendo que a imagem, tirada em 2005, já era posterior à sua saída da esquerda e uma forma de ironizar a ideologia. Ele relata ter adquirido um exemplar do jornal “Militante Socialista” em 1990, durante um comício.