Flávio Bolsonaro critica gestão de Lula e PT na segurança pública, comparando com ações de seu grupo político em poucos dias.
Em evento em Curitiba, o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, vestindo um colete à prova de balas, afirmou que seu grupo político realizou mais pela segurança pública em dois dias do que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o PT em duas décadas.
A declaração foi feita durante o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, que também oficializou as candidaturas de Filipe Barros e Deltan Dallagnol. O evento reforçou o discurso de combate ao crime organizado.
Flávio Bolsonaro comparou suas ações com o que chamou de “lobby” e “defender marginais” por parte de Lula, contrastando com seu pedido aos Estados Unidos para classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Conforme informação divulgada pelo PL, o pedido foi feito durante visita à Casa Branca na semana anterior.
Ações contra o crime organizado e comparação com o governo Lula
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, destacou que em apenas dois dias de sua pré-campanha, seu grupo político já teria feito mais pela segurança pública do que o Partido dos Trabalhadores (PT) em 20 anos de governo. Ele criticou a percepção de que a criminalidade tomou conta do Brasil e que as pessoas saem às ruas preocupadas.
“Enquanto ele [Lula] foi fazer lobby, lamber as botas do Trump e defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles [PCC e CV] fossem tratados como terroristas”, declarou Flávio, em alusão à recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, após solicitação de Flávio Bolsonaro.
O senador também mencionou a aprovação da lei antifacção pelo Congresso Nacional, que prevê o endurecimento das condenações para chefes de facções, com penas de até 80 anos. Ele ressaltou a necessidade de coragem para enfrentar o que chamou de “narcoterroristas”, citando Sergio Moro como exemplo de quem também demonstrou essa virtude.
“Soberania do crime” e propostas para o futuro
Flávio Bolsonaro criticou a chamada “soberania do crime” em áreas dominadas por facções, que, segundo ele, afetam cerca de 50 milhões de brasileiros. Ele prometeu enfrentar esses criminosos com “a mão pesada da lei” e construir mais presídios para que fiquem presos por longos períodos.
A disputa eleitoral, segundo o pré-candidato, se resume a dois caminhos: um presidente que considera traficantes “vítimas” ou um caminho que puna “bandido”, reduza a maioridade penal e trate o CV e o PCC como terroristas. A fala busca posicionar seu projeto político como o mais rigoroso no combate à criminalidade.
Sergio Moro relembra planos do PCC contra sua vida e elogia Flávio Bolsonaro
Ao lado de Flávio Bolsonaro, o pré-candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro, relembrou seu período como Ministro da Justiça e Segurança Pública, no governo de Jair Bolsonaro, destacando o enfrentamento ao crime organizado com políticas mais severas.
Moro citou o isolamento das lideranças do PCC em São Paulo, que teriam cometido atos terroristas em 2006, como uma ação que exigiu coragem e que, segundo ele, “ninguém tinha coragem de mexer com eles”. Ele também mencionou ter alertado Jair Bolsonaro sobre o risco de retaliação por parte da principal organização criminosa do país.
“Infelizmente, meu nome entrou naquela lista e sofro com os planos dessa organização terrorista”, afirmou Moro, referindo-se a um plano para matá-lo e sequestrá-lo, investigado pela operação Sequaz em 2023. A Polícia Federal apontou que os ataques do PCC ocorreriam simultaneamente no Paraná e em São Paulo contra diversos alvos, incluindo o senador.
Coragem de Flávio Bolsonaro e risco de retaliação
Sergio Moro elogiou a atitude de Flávio Bolsonaro em agir contra a posição de Lula e conseguir convencer o governo americano a classificar PCC e CV como alvos terroristas. Ele acredita que isso facilitará o bloqueio de bens e dificultará a lavagem de dinheiro dessas organizações.
“Tenho certeza de que quando você agiu assim, você sabia que também corria o risco de entrar nessa lista [de desafetos do crime]”, disse Moro a Flávio Bolsonaro, reconhecendo a coragem do pré-candidato presidencial e os riscos associados a tais ações contra o crime organizado de alta periculosidade.