Gabriel Galípolo, Presidente do BC, depõe na CPI do Crime Organizado sobre encontro com banqueiro

Gabriel Galípolo, Presidente do BC, depõe na CPI do Crime Organizado sobre encontro com banqueiro

Resumo

Presidente do Banco Central é ouvido na CPI do Crime Organizado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparece nesta quarta-feira (8) à Comissão Parlamentar de Inquérrito (CPI) do Crime Organizado. A convocação atende a um pedido do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

O foco da oitiva está em notícias que apontam a participação de Galípolo em um encontro com Daniel Vorcaro, conhecido por ter sido gestor do Banco Master. A presença do presidente do BC é como convidado, não sendo obrigatória, mas foi confirmada pela assessoria da instituição.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também foi convidado, mas ainda não confirmou sua presença. O requerimento de Girão enfatiza a necessidade de transparência institucional e de afastar dúvidas sobre interferências indevidas no sistema financeiro, temas centrais para a CPI.

Fim da CPI do Crime Organizado se aproxima

Em paralelo, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), optou por não prorrogar os trabalhos da comissão. A justificativa apresentada é o fato de ser um ano eleitoral, o que, na visão de Alcolumbre, não favorece a continuidade de uma CPI.

Vieira expressou discordância com a decisão, mas descartou a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter a comissão ativa. A CPI, instalada em novembro do ano passado, tem seu encerramento previsto para a próxima terça-feira, dia 14.

Busca por transparência no sistema financeiro

O senador Eduardo Girão, em seu requerimento, destacou que a oitiva de Galípolo não se restringe à atuação técnica do Banco Central. O objetivo é garantir a transparência e esclarecer quaisquer suspeitas de influências políticas ou econômicas indevidas nos processos de fiscalização e controle do sistema financeiro.

A participação de Gabriel Galípolo na CPI do Crime Organizado é vista como um passo importante para esclarecer as relações entre o comando do Banco Central e figuras do setor bancário, especialmente em um contexto de investigações sobre atividades financeiras ilícitas.

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