Gilmar Mendes Propõe "Fórum Mundial de Lisboa" e Desafia Críticos em Meio a Polêmicas do "Gilmarpalooza"

Gilmar Mendes Propõe “Fórum Mundial de Lisboa” e Desafia Críticos em Meio a Polêmicas do “Gilmarpalooza”

Resumo

Gilmar Mendes defende o “Fórum de Lisboa” e sugere renomear o evento para “Fórum Mundial de Lisboa”, rebatendo críticas sobre a participação reduzida de autoridades e o escândalo do Banco Master.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encerrou o 14º Fórum de Lisboa com uma postura desafiadora, reagindo às críticas e à redução na participação de autoridades em comparação com edições anteriores. O evento, apelidado de “Gilmarpalooza”, foi palco de declarações que buscam reafirmar sua relevância.

Diante das questionamentos e da menor presença de nomes importantes do cenário político e jurídico brasileiro, Gilmar Mendes propôs uma alteração no nome do evento. A ideia, segundo ele, seria refletir a importância e o alcance do debate promovido em Lisboa, elevando o status da conferência.

A redução na participação de ministros do STF, governadores e membros do alto escalão do governo Lula foi associada ao escândalo do Banco Master e às polêmicas envolvendo os custos de viagens de autoridades para Portugal. Gilmar Mendes, no entanto, minimizou essas críticas, classificando-as como interpretações equivocadas ou oportunistas.

“Modéstia às favas”, diz Gilmar Mendes sobre a proposta de “Fórum Mundial de Lisboa”

Em sua fala de encerramento, Gilmar Mendes sugeriu a mudança de nome do evento, declarando com um tom de ironia: “Aqui se desenha um novo passo para o Fórum, que é de, eventualmente, deixarmos de chamar simplesmente Fórum de Lisboa e passarmos a chamar Fórum Mundial de Lisboa, modéstia às favas, não?” A declaração busca, de forma provocativa, enaltecer a importância percebida por ele do encontro.

Críticas vistas como “oportunismo” e “pedradas”

O ministro refutou as críticas que circularam sobre o evento, atribuindo-as a “leituras apressadas, incompreensões ou oportunismos”. Para Gilmar Mendes, as polêmicas e os questionamentos, em vez de prejudicarem, acabaram por **ampliar a visibilidade do trabalho** realizado no Fórum. Ele comparou a situação a um antigo provérbio português: “Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro”.

Essa mesma citação, “Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro”, já havia sido utilizada pelo decano do STF em 2017, quando o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu sua suspeição no caso Eike Batista. A repetição do provérbio reforça a postura de Gilmar Mendes em lidar com adversidades e críticas.

Previsão de “esvaziamento” frustrada pela presença do público

No início de seu discurso, Gilmar Mendes fez um pedido de desculpas ao público pelo possível desconforto no auditório, explicando que havia uma expectativa de que o fórum estaria esvaziado, o que não se concretizou. A **presença massiva dos participantes** frustrou essa previsão, mostrando o interesse contínuo no debate promovido pelo evento.

“Eu vou tentar ser mais rápido, mas espero também que os senhores tolerem eventual excesso. Eu queria pedir desculpas às pessoas que estão desconfortáveis aqui porque havia uma previsão – que nós não conseguimos contornar – de que o fórum estaria esvaziado”, afirmou o ministro, sendo recebido com aplausos pela plateia presente.

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