Irã Acelera Julgamentos e Condenações à Morte em Meio a Protestos: Repressão Brutal Gera Alerta Global

Irã Acelera Julgamentos e Condenações à Morte em Meio a Protestos: Repressão Brutal Gera Alerta Global

Resumo

Regime do Irã intensifica repressão com julgamentos acelerados e condenações à morte de manifestantes presos

O chefe do Poder Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, anunciou a intenção de **acelerar os julgamentos** de indivíduos detidos durante os protestos que varrem o país. A medida surge em um contexto de crescentes preocupações internacionais devido à **repressão brutal** empregada pelas forças de segurança nas ruas.

Mohseni-Eje’i declarou, conforme citado pela imprensa estatal, que manifestantes acusados de violência ou de envolvimento em “atividades terroristas” receberão **”prioridade no julgamento e na punição”**. Essa declaração sinaliza um endurecimento significativo por parte das autoridades iranianas diante das manifestações populares.

A notícia chega com a confirmação de que uma primeira sentença de morte já está marcada para esta quarta-feira (14). Erfan Soltani, um jovem manifestante de 26 anos, foi condenado sob a grave acusação de fazer **”guerra contra Deus”**, um crime previsto na legislação iraniana. A agência de notícias HRANA, sediada nos EUA, já denunciou um número alarmante de prisões e mortes desde o início dos protestos.

Primeira sentença de morte e prisão de jovem manifestante

De acordo com informações do portal IranWire, Erfan Soltani foi detido próximo à sua residência no distrito de Fardis, em Karaj. Ele permaneceu incomunicável com sua família por três dias. No último domingo (11), agentes de segurança informaram à família que o jovem estava sob custódia e que havia sido **condenado à morte**. A acusação de “guerra contra Deus” é uma das mais severas no sistema judicial iraniano, frequentemente aplicada em casos de oposição ao regime.

Julgamentos públicos para “principais elementos” dos protestos

O chefe do Judiciário iraniano também adiantou que os julgamentos dos que ele chamou de **”principais elementos”**, ou seja, os organizadores dos protestos, serão conduzidos de forma **pública**. Essa decisão pode ter o objetivo de servir como um aviso e dissuasão para outros potenciais participantes ou líderes de movimentos de contestação. A transparência prometida, contudo, é vista com ceticismo por organizações de direitos humanos.

Milhares de prisões e mortes denunciadas por organizações de direitos humanos

A agência de notícias da organização Human Rights Activists (HRANA), com sede nos Estados Unidos, tem monitorado de perto a situação no Irã. Até o momento, a HRANA denunciou um total de **18.137 prisões** desde o início dos protestos, que começaram em dezembro. Além disso, milhares de mortes foram registradas, um número que continua a crescer à medida que a repressão se intensifica. As organizações internacionais pedem o fim da violência e o respeito aos direitos humanos.

Preocupação internacional com a escalada da repressão no Irã

A comunidade internacional tem expressado profunda preocupação com a brutalidade da resposta do regime iraniano aos protestos. As imagens de violência policial e as notícias sobre execuções iminentes têm gerado condenações em diversos países e em fóruns internacionais. A aceleração dos julgamentos e a aplicação de penas severas, como a pena de morte, aumentam a tensão e o receio de uma escalada ainda maior do conflito interno no Irã.

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