Israel aprova plano piloto para entrada de força internacional em Gaza, sob Conselho de Paz de Trump

Israel aprova plano piloto para entrada de força internacional em Gaza, sob Conselho de Paz de Trump

Resumo

Israel avança com plano piloto para estabilização em Gaza, com força internacional sob Conselho de Paz de Trump

O Gabinete de Segurança de Israel deu sinal verde para um programa experimental que permitirá a entrada limitada de uma Força Internacional de Estabilização em Gaza. Esta iniciativa faz parte do Conselho de Paz idealizado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e busca estabelecer uma zona humanitária em Rafah.

A decisão, aprovada neste domingo (26), prevê o envio de cerca de 200 representantes de nações amigas de Israel, como Uganda e Marrocos, para atuar na cidade de Rafah, localizada no sul do enclave. A expectativa é que a zona humanitária seja estabelecida nas próximas semanas, sob controle militar israelense.

Nickolay Mladenov, principal representante do Conselho de Paz em Gaza, elogiou a iniciativa, classificando-a como um passo crucial para a estabilização da região e para a transição a uma administração palestina transitória eficaz. A informação foi divulgada em reportagem local, conforme apurado pelas fontes.

Zona humanitária em Rafah: detalhes do plano piloto

O plano piloto aprovado por Israel detalha a criação de uma zona humanitária na cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza. Essa área, que está sob controle militar israelense, tem como objetivo principal oferecer um refúgio e melhores condições de vida para a população local. A proposta inclui a construção de moradias temporárias para aqueles que optarem por se realocar para esta região.

No entanto, o processo de verificação para garantir que os residentes não possuam ligações com grupos terroristas ainda carece de detalhes específicos. A fonte citada pela imprensa local indicou que a implementação da zona humanitária é um passo importante, mas a ocupação israelense do enclave só será revista após o desarmamento do Hamas e a completa desmilitarização de Gaza.

Aprovação pendente e o futuro da missão em Gaza

A entrada da Força Internacional de Estabilização em Gaza ainda depende de aprovações cruciais. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, precisam dar o aval final para que o programa piloto seja efetivamente implementado. Sem essa confirmação, a missão não poderá prosseguir.

Um alto funcionário israelense, em declarações à imprensa local, ressaltou que Israel manterá sua presença militar no enclave até a chamada Linha Amarela, uma demarcação imaginária para a qual as tropas se retiraram no início do cessar-fogo. A retirada completa só ocorrerá com a desmilitarização de Gaza, conforme estipulado no plano de 20 pontos do presidente Donald Trump.

Hamas e o desafio do desarmamento no plano de Trump

Um dos principais entraves para a plena implementação do plano de paz é a recusa do Hamas em depor as armas. O grupo, responsável pelos ataques de 7 de outubro de 2023, tem resistido à exigência de desarmamento, um ponto central no plano de 20 pontos proposto por Donald Trump para a região de Gaza. Essa postura dificulta o avanço das negociações e a concretização das medidas de estabilização.

Caso o programa piloto em Rafah seja bem-sucedido, há a possibilidade de sua expansão para outras áreas de Gaza, segundo informações do jornal Yedioth Ahronoth. A criação de uma zona para realocação da população e melhoria do fornecimento de recursos básicos já fazia parte dos planos de Netanyahu para 2025, apresentados em maio do ano passado.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também