Coreia do Norte instrui soldados a se suicidarem para evitar captura na Ucrânia, confirma Kim Jong-un
Em uma declaração oficial que chocou a comunidade internacional, o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, confirmou que soldados de seu país enviados para lutar na Ucrânia ao lado da Rússia são instruídos a tirar a própria vida caso haja risco de serem capturados.
A revelação foi feita durante a inauguração de um memorial em Pyongyang para os militares mortos em combate. Kim Jong-un elogiou aqueles que teriam escolhido o suicídio, chamando-o de uma forma de preservar a “honra nacional”.
Esta é a primeira vez que o líder norte-coreano admite publicamente essa política militar, que já vinha sendo relatada por inteligência ucraniana e por meio de depoimentos de soldados capturados. A informação foi divulgada pela agência estatal KCNA e repercutida por veículos como Bloomberg e Reuters.
Política de Suicídio no Campo de Batalha
Relatórios de inteligência e testemunhos de desertores, reunidos pelas forças militares ucranianas e ocidentais, indicam que os soldados norte-coreanos atuando na região russa de Kursk recebem a orientação de cometer suicídio antes de serem capturados pelo inimigo. Essa política visa, segundo o regime, evitar que combatentes se tornem prisioneiros de guerra.
Estimativas de Tropas e Perdas
Autoridades sul-coreanas, ucranianas e ocidentais estimam que Pyongyang tenha enviado aproximadamente **14 mil soldados** para apoiar as forças russas na invasão à Ucrânia. Dessas tropas, mais de **6 mil militares norte-coreanos** já teriam perdido suas vidas nos confrontos, segundo as mesmas fontes.
Contexto do Pacto Militar entre Coreia do Norte e Rússia
O envio de tropas norte-coreanas ocorreu após o **pacto militar firmado em 2024** entre Kim Jong-un e o presidente russo, Vladimir Putin. Este acordo inclui cláusulas de defesa mútua e, em troca da ajuda militar e do fornecimento de armas, a Coreia do Norte teria recebido apoio econômico e tecnológico de Moscou.
Repercussão Internacional e Direitos Humanos
A confirmação dessa política militar levanta sérias preocupações sobre os **direitos humanos** na Coreia do Norte e sobre as condições em que seus cidadãos são enviados para o conflito na Ucrânia. A prática de instruir soldados ao suicídio em caso de captura é considerada extrema e desumana.