Lula Veta Entrada de Diplomatas Americanos Ligados a Trump que Queriam Discutir Sistema de Votação no Brasil

Lula Veta Entrada de Diplomatas Americanos Ligados a Trump que Queriam Discutir Sistema de Votação no Brasil

Resumo

Governo brasileiro nega entrada de diplomatas americanos ligados a Trump e com interesse em sistema eleitoral

O governo brasileiro, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomou a decisão de vetar a entrada de dois funcionários da administração de Donald Trump. Os diplomatas buscavam uma reunião com autoridades eleitorais brasileiras para debater o sistema de votação do país.

A medida, confirmada pelo Itamaraty e por um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, gerou repercussão no cenário internacional. A negativa de visto se deu em um momento sensível, próximo às eleições municipais de outubro.

A justificativa apresentada pelos oficiais americanos para a visita era a intenção de discutir o sistema eleitoral brasileiro e expressar preocupações sobre possíveis restrições à liberdade de expressão no período pré-eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou ter sido procurado pela Embaixada dos EUA, mas alegou não ter sido informada da temática específica da agenda.

Conheça os funcionários vetados: Riley Barnes e Samuel Samson

Uma das figuras que tiveram a permissão de entrada no Brasil negada é Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado americano. Barnes foi designado para o cargo em outubro do ano passado.

Além de sua função principal, Barnes acumula outros cargos importantes. Ele atua como Coordenador Especial dos EUA para Assuntos Tibetanos desde fevereiro e, desde abril, é Embaixador Itinerante para a Liberdade Religiosa Internacional. Bacharel em Ciência Política e mestre em Relações Internacionais, Barnes possui vasta experiência em cargos de alto escalão no Departamento de Estado.

Antes de ingressar no governo dos EUA, Riley Barnes trabalhou no think tank americano Atlantic Council, onde se dedicou à Estratégia e Segurança.

Samuel Samson, outro oficial vetado, defende a “América em Primeiro Lugar”

O outro oficial americano impedido de entrar no Brasil é Samuel Samson, subsecretário Adjunto do Departamento de Estado. De acordo com o site da pasta, Samson é responsável pela defesa dos direitos naturais e pelo desenvolvimento de políticas para preservar o patrimônio civilizatório ocidental dos EUA.

Samson também lidera projetos regionais e estruturais com o objetivo de promover a agenda “América em Primeiro Lugar”, bandeira do ex-presidente Donald Trump. Ele foi nomeado em maio para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL).

Recentemente, Samson realizou viagens pela África e Europa, com o intuito de promover a política externa de Trump e fortalecer relações com grupos de direita. Sua especialização em teoria do direito natural também é um ponto de destaque em seu perfil profissional.

TSE afirma que agenda não foi marcada devido ao recesso do Judiciário

Em nota oficial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou ter sido contatado pela Embaixada dos Estados Unidos. No entanto, o tribunal esclareceu que a temática da agenda solicitada não foi informada e que a reunião não pôde ser agendada em razão do recesso do Judiciário.

A negativa de visto para os diplomatas americanos ligados à gestão Trump, que demonstravam interesse em discutir o sistema eleitoral brasileiro, representa um **posicionamento firme do governo Lula** em relação a interferências externas em assuntos internos do país.

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