Mauro Cid é transferido para a reserva remunerada do Exército, decisão referendada pelo comandante da Força
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu autorização do Alto Comando das Forças Armadas para ser transferido para a reserva remunerada. A decisão foi confirmada pelo comandante do Exército, general Tomaz Paiva, e marca um novo capítulo na carreira do militar.
Com a passagem para a reserva, Cid garantirá uma remuneração mensal de R$ 16 mil e a manutenção do seu plano de saúde. No entanto, ele precisará deixar a residência oficial que ocupava no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, conforme apurado pelo SBT News e confirmado por outros veículos de imprensa.
A possibilidade de ir para a reserva é um direito de militares que completam mais de 20 anos de serviço. A informação sobre a reforma de Mauro Cid surge em um momento delicado, após sua condenação em um processo que investigou um suposto plano de golpe de Estado. Durante esse período, sua carreira militar ficou suspensa, impedindo promoções.
A pena e a delação premiada de Mauro Cid
Mauro Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Essa pena, considerada a menor dentro do “Núcleo 1” da ação julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi um benefício direto de sua delação premiada. Seu depoimento foi crucial para embasar as acusações nos quatro núcleos de investigação do caso.
Cid não recorreu da sentença, acelerando progressão para regime aberto
O ex-ajudante de ordens optou por não recorrer da sentença, o que permitiu a aceleração do cumprimento de sua pena. Essa decisão facilitou sua progressão para o regime aberto em outubro. Apesar de ter manifestado o desejo de deixar o país, a Justiça impediu sua saída.
Carreira militar de Mauro Cid e as implicações da reserva remunerada
A transferência para a reserva remunerada permite que o militar continue recebendo parte de seus vencimentos e benefícios, mesmo não estando mais na ativa. Para Cid, isso significa uma estabilidade financeira após um período de incertezas jurídicas. Contudo, a perda da residência oficial representa uma mudança significativa em sua rotina e nas condições de sua moradia.
A carreira de Mauro Cid no Exército, que antes seguia uma trajetória de ascensão, foi impactada pelas investigações e pela sua colaboração com a justiça. A passagem para a reserva, embora seja um direito adquirido, ocorre em um contexto que chama atenção pública e midiática, dada a sua proximidade com o ex-presidente e seu papel nas investigações.