Ministro de Israel, Bezalel Smotrich, diz que TPI pediu sua prisão internacional por crimes na Cisjordânia
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou nesta terça-feira (19) que a procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) solicitou um mandado de prisão internacional contra ele. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em suas redes sociais.
Smotrich afirmou ter sido informado na noite anterior sobre o pedido do procurador do TPI, que ele classificou como um “tribunal antissemita de Haia”. O ministro declarou que Israel não aceitará “ditames hipócritas de órgãos parciais” que, segundo ele, se opõem repetidamente ao Estado de Israel e aos seus direitos na região.
As alegações que levaram ao pedido de mandado, segundo o jornal israelense Haaretz que antecipou a notícia no domingo (17), referem-se a supostos crimes de guerra e contra a humanidade cometidos no território palestino da Cisjordânia, ocupado por Israel. Conforme informações da agência EFE, Smotrich não forneceu mais detalhes sobre o pedido. A declaração de Smotrich foi divulgada após a reportagem do Haaretz, que citava uma fonte diplomática, e a posterior negação do TPI sobre a emissão de novos mandados contra autoridades israelenses como parte de sua investigação.
Contexto de Investigações e Sanções Anteriores
Este não é o primeiro pedido de prisão emitido pelo TPI contra autoridades israelenses. Em 2024, o tribunal já havia solicitado mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, também por acusações de crimes de guerra e contra a humanidade relacionados à guerra na Faixa de Gaza.
O ministro Smotrich, juntamente com Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, já enfrentaram sanções internacionais. Em junho do ano passado, os governos do Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Noruega anunciaram a proibição de entrada desses ministros em seus territórios e o bloqueio de seus bens. Na ocasião, eles foram acusados de incitação à “violência extremista e graves abusos dos direitos humanos de palestinos” na Cisjordânia.
Reação e Declarações de Smotrich
Bezalel Smotrich demonstrou forte resistência à possibilidade de um mandado de prisão, classificando a ação como uma “tentativa desajeitada de nos impor uma política de suicídio em matéria de segurança”. Ele reiterou o compromisso em defender o país, afirmando: “Este é o nosso país e o trataremos como tal. Durante os últimos três anos e meio, finalmente conseguimos isso. Tenho orgulho de liderar essa mudança transcendental”.
Posicionamento do TPI e Notícias Anteriores
É importante notar que, após a publicação da notícia pelo Haaretz no domingo, o TPI negou ter emitido novos mandados de prisão contra autoridades israelenses, conforme comunicado oficial. A investigação do tribunal abrange supostos crimes cometidos nos territórios palestinos. A declaração de Smotrich nesta terça-feira reacende o debate sobre a atuação do TPI e as acusações contra oficiais israelenses.