Moraes acusa "parte da mídia" de ajudar "agressores" do STF e rebate críticas sobre nepotismo na magistratura

Moraes acusa “parte da mídia” de ajudar “agressores” do STF e rebate críticas sobre nepotismo na magistratura

Resumo

Alexandre de Moraes critica cobertura midiática e defende magistratura contra “mentiras absurdas” sobre nepotismo e vedações legais.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, manifestou nesta quarta-feira (4) uma forte crítica a “parte da mídia”, acusando-a de auxiliar “os agressores” da Corte. A declaração ocorreu durante a análise de ações que questionam normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso de redes sociais por membros do Judiciário.

Moraes abordou a disseminação de informações que, segundo ele, buscam prejudicar o STF. Ele citou especificamente a alegação de que a Corte teria permitido que magistrados julgassem casos com advogados de seus parentes, o que ele categoricamente refuta.

“Um magistrado, seja de primeira instância, seja ministro, está impedido de julgar qualquer causa que tenha como parte seus familiares. Não há nenhuma carreira pública com tantas vedações quanto a magistratura”, afirmou o ministro, reforçando as restrições impostas à carreira judicial. Conforme apurado pelo portal UOL no final de janeiro, um levantamento indicou que parentes de ministros já atuaram em 1.921 processos no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, a maioria desses familiares já exercia a advocacia antes da posse dos ministros, o que, em tese, afasta irregularidades formais.

Moraes rebate alegações de nepotismo e defende restrições da magistratura

O ministro Alexandre de Moraes enfatizou que a alegação de que juízes podem atuar em casos defendidos por familiares é uma “mentira absurda”. Ele atribuiu a repetição dessa informação à “ignorância, má-fé e outros interesses econômicos escusos” com o objetivo de prejudicar o Tribunal.

“De forma indigna, parte dos agressores a este STF e, com apoio lamentável de parte da mídia, vem repetindo essa mentira. Vários de nós acionamos nossas assessorias de imprensa para esclarecer isso e a imprensa continua”, lamentou Moraes, indicando que os esforços de esclarecimento não têm sido suficientes para conter a narrativa.

Críticas à “demonização” de palestras e atividades de magistrados

Alexandre de Moraes também criticou a imprensa por, em sua visão, agir de “má-fé” ao “demonizar” as palestras ministradas por juízes. Ele destacou que a legislação atual permite que magistrados recebam por palestras e sejam acionistas de empresas, desde que não sejam sócios-dirigentes.

“A magistratura não pode fazer mais nada da vida, só o magistério e palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras… Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, criticou o ministro, demonstrando frustração com o que considera um escrutínio excessivo e desproporcional sobre as atividades dos membros do Judiciário.

Investigações sobre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes

O ministro também mencionou investigações sobre o Banco Master, onde o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, teria fechado um acordo de R$ 129 milhões para representar a instituição financeira de Daniel Vorcaro. A declaração de Moraes visa contextualizar as críticas que ele considera infundadas e repetidas por “agressores” do STF, com o “apoio lamentável de parte da mídia”.

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