Moro Denuncia Pressão da Máquina Pública de Ratinho Jr. Contra Sua Pré-Candidatura ao Governo do Paraná

Moro Denuncia Pressão da Máquina Pública de Ratinho Jr. Contra Sua Pré-Candidatura ao Governo do Paraná

Resumo

Moro acusa Ratinho Jr. de pressionar máquina pública contra sua candidatura e defende aliança com PL

O senador Sérgio Moro (PL-PR) acusou o governador do Paraná, Ratinho Jr., de utilizar a máquina pública para tentar isolá-lo politicamente. A declaração foi feita em entrevista exclusiva, onde Moro detalhou sua recente filiação ao Partido Liberal (PL) e a formação de alianças visando as eleições de 2026.

O pré-candidato ao governo do Paraná afirmou que as pesquisas de intenção de voto o colocam com boa vantagem, chegando a 48%, e criticou as táticas de “tentar tirar a agenda dos outros”, classificando-as como reprováveis. Segundo Moro, há uma “pressão da máquina pública” para dificultar o apoio à sua pré-candidatura.

A mudança de partido de Moro, do União Brasil para o PL, ocorreu após uma aproximação com Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência. O senador explicou que a decisão foi motivada pelo convite do PL para disputar o governo do Paraná, com o objetivo de “proteger o estado e contribuir com a vitória presidencial”. Conforme informação divulgada pelo próprio senador, ele vê Flávio Bolsonaro como um candidato consolidado para derrotar Luiz Inácio Lula da Silva.

Saídas no PL e a busca por coesão

Questionado sobre as recentes saídas de membros do partido, como o deputado Giacobo, que deixou a liderança local, Moro minimizou o impacto. Ele avalia que, em qualquer agremiação, é natural que algumas pessoas sigam caminhos distintos. O foco, segundo ele, é manter a coesão em torno das ideias e do projeto do partido.

“Não considero que essas saídas comprometam o partido, porque o PL continua forte, com uma base sólida de lideranças comprometidas e com uma visão clara do futuro”, declarou Moro. Ele acrescentou que a decisão de expulsar quem quis romper acordo foi do presidente do partido e que essas figuras não são relevantes a ponto de gerar preocupação.

Moro expressou otimismo em relação ao futuro do PL no Paraná, prevendo que o partido sairá fortalecido, com perspectivas de eleger governador, senador e uma “grande bancada”.

Alianças e a polarização política

Sobre a situação de Cristina Graeml, que o acompanhou no União Brasil, Moro a considerou uma “grande representante da direita” e bem-vinda no PL. Ele mencionou que as duas vagas para o Senado já estão pré-definidas com Filipe Barros e Deltan Dallagnol, mas que, se houvesse uma terceira vaga, seria dela.

Abordando a possibilidade de uma terceira via nas eleições, especialmente após a desistência de Ratinho Jr., Moro descartou essa chance. Ele acredita que a polarização entre os principais candidatos está estabelecida e que é preciso definir o apoio. “Meu pré-candidato é o Flávio Bolsonaro. Lula nunca”, afirmou categoricamente.

Eleição de Lula e o PL Antifacção

Moro reiterou sua visão sobre a eleição de Lula, explicando que sua crítica à “eleição entre aspas” se baseia no fato de que Lula foi eleito com base na afirmação de ter sido inocentado, o que, segundo ele, não ocorreu. As condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas sem um julgamento de mérito que o declarasse inocente. Moro fez questão de ressaltar que nunca questionou as urnas eletrônicas, sistema pelo qual foi eleito.

Em relação à sanção do PL Antifacção pelo presidente Lula, Moro classificou a medida como uma demonstração de que o PT, que sempre teve uma política de defender criminosos, “descobriu que existe algo chamado segurança pública”. Ele considera o PL Antifacção um avanço, mas ressalta que o texto aprovado é muito diferente do projeto inicial do governo, que continha propostas como a redução de pena para integrantes do crime organizado. O texto que virou lei, com relatoria do deputado Guilherme Derrite, é visto como muito melhor pela oposição.

Plano de Segurança Pública para o Paraná

O plano de Moro para o Paraná é ambicioso: fazer do estado o mais seguro do país. Ele enfatiza a necessidade de combater facções criminosas e crimes graves sem resposta. O objetivo é alcançar a excelência em segurança pública, educação, saúde e infraestrutura.

Ao comentar a atuação do ministro André Mendonça em relatorias de escândalos como o do INSS e do Master, Moro destacou sua “atuação firme e técnica”. Ele comparou a situação com a Lava Jato, afirmando que o combate à corrupção é possível, mas que a interrupção desses esforços leva ao retorno dos problemas. A vigilância constante da sociedade e da imprensa é essencial, segundo ele.

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