O que fazem os ex-presidentes vivos do Brasil hoje? De prisões a cargos internacionais, veja o destino de Collor, Bolsonaro, FHC, Sarney, Dilma e Temer

O que fazem os ex-presidentes vivos do Brasil hoje? De prisões a cargos internacionais, veja o destino de Collor, Bolsonaro, FHC, Sarney, Dilma e Temer

Resumo

O que fazem os ex-presidentes vivos do Brasil hoje? De prisões a cargos internacionais, veja o destino de Collor, Bolsonaro, FHC, Sarney, Dilma e Temer

Em 23 de abril de 2026, o Brasil conta com seis ex-presidentes vivos. Cada um deles segue caminhos distintos, mantendo diferentes níveis de influência e enfrentando situações variadas, desde restrições judiciais até cargos de destaque em instituições internacionais.

Essas figuras, que já ocuparam a cadeira presidencial, continuam a moldar, de diferentes formas, o panorama político e social do país, seja por meio de suas atuações públicas, judiciais ou institucionais.

Conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, a vida após o Planalto se desdobra em cenários diversos, refletindo as complexidades da trajetória de cada um.

Ex-presidentes em regime de prisão domiciliar

Atualmente, dois ex-presidentes cumprem prisão domiciliar por razões humanitárias: **Jair Bolsonaro** e **Fernando Collor**. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Collor, por sua vez, cumpre pena de oito anos e dez meses por condenações de corrupção e lavagem de dinheiro.

Ambos permanecem em suas residências devido a **complicações de saúde**, com quadros clínicos delicados que demandam cuidados específicos, justificando a medida de prisão domiciliar.

Situação de Fernando Henrique Cardoso e José Sarney

Os mais antigos presidentes da Nova República vivem realidades distintas. **José Sarney**, aos 95 anos, é membro da Academia Brasileira de Letras e se mantém ativo como autor literário, dedicando-se à escrita e à cultura.

Em contrapartida, **Fernando Henrique Cardoso (FHC)** foi interditado judicialmente em abril de 2026. A decisão ocorreu após um diagnóstico de declínio cognitivo associado ao Alzheimer. Atualmente, um de seus filhos responde legalmente por seus atos civis, refletindo as implicações de sua condição de saúde.

Dilma Rousseff na presidência do Banco dos BRICS

A ex-presidente **Dilma Rousseff** ocupa a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como o Banco dos BRICS. Ela foi indicada originalmente pelo governo Lula e reeleita em 2025 para um novo mandato de cinco anos.

Dilma é, atualmente, a ex-presidente com a **maior projeção em cargos executivos fora do país**. Sua atuação conta com forte apoio de líderes internacionais, incluindo Vladimir Putin, evidenciando sua relevância no cenário global.

A influência de Michel Temer nos bastidores

**Michel Temer** permanece como um dos ex-presidentes mais influentes nos bastidores de Brasília. Ele atua como advogado e consultor, sendo frequentemente procurado como articulador político em temas sensíveis.

Temer tem participado de discussões sobre a **regulação de plataformas digitais** e projetos de pacificação jurídica. Recentemente, intermediou debates sobre a redução de penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Custo da estrutura para ex-presidentes

A União arca com os custos da estrutura para todos os ex-presidentes, garantindo direito a assessores, seguranças e veículos oficiais pagos pelo governo federal. Em 2025, o **custo total dessa estrutura ultrapassou R$ 9,5 milhões**.

Dilma Rousseff liderou os gastos devido a viagens internacionais, seguida por Fernando Collor. FHC registrou o menor custo, pois não utilizou passagens aéreas. Esses benefícios são permanentes e mantidos independentemente da situação judicial de cada ex-chefe de Estado.

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