PF Investiga Jaques Wagner: Suspeitas de Vantagens Indiretas no Caso Banco Master e R$ 3,5 Milhões em Repasses

PF Investiga Jaques Wagner: Suspeitas de Vantagens Indiretas no Caso Banco Master e R$ 3,5 Milhões em Repasses

Resumo

PF amplia investigação e cita suspeitas envolvendo Jaques Wagner no caso Master

A Polícia Federal ampliou as investigações sobre o caso do Banco Master e passou a analisar possíveis vantagens atribuídas ao senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. As apurações preliminares indicam uma relação indireta do parlamentar com benefícios como o uso de um apartamento em Salvador, voos privados e ingressos para eventos.

Investigadores examinam transações financeiras e mensagens que podem sugerir proximidade com pessoas ligadas ao esquema. Além disso, a PF apura repasses que chegam a R$ 3,5 milhões, buscando entender a origem desses valores em agentes vinculados ao entorno do Banco Master.

O senador Jaques Wagner nega veementemente as irregularidades e afirma não ser réu nem ter sido denunciado. Ele sustenta não possuir vínculo com os bens citados, enquanto a investigação segue em andamento sem conclusão definitiva. Conforme apurado, o senador desdenhou da atuação da PF, lembrando que já foi alvo de operação em 2018 e obteve um recorde de votos naquele ano.

Wagner critica PF e relembra histórico eleitoral

Em declarações recentes, o senador Jaques Wagner (PT-BA) demonstrou ceticismo em relação à nona fase da operação Compliance Zero, que realizou buscas em endereços ligados a ele. Wagner comparou a situação a uma operação similar em 2018, na qual, segundo ele, manteve sua candidatura e se tornou o senador mais votado na Bahia.

“A Bahia é terra de muro baixo. Minha candidatura se mantém. Em 2018, quando eu também fui candidato ao Senado, teve uma busca e apreensão em minha casa, mantive minha candidatura e fui o senador mais votado na história da Bahia”, afirmou o senador.

Investigação foca em repasses e conexões

A Polícia Federal está concentrada em desvendar a origem de repasses financeiros que totalizam cerca de R$ 3,5 milhões. O objetivo é determinar se esses valores têm ligação com agentes do círculo do Banco Master. A investigação também inclui a análise de mensagens e movimentações financeiras que possam comprovar uma conexão mais profunda.

Apesar das suspeitas em andamento, o senador Jaques Wagner reitera sua inocência, destacando que não há denúncia formal contra ele. Ele também enfatiza a ausência de qualquer ligação pessoal com os bens sob escrutínio.

Outros destaques: Bolsonaro e arma apreendida

Em outro caso, o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Thiago Silva, solicitou a Alexandre de Moraes, ministro do STF, autorização para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido visa esclarecer a posse de uma pistola apreendida em uma blitz da Lei Seca em Taguatinga, no Distrito Federal.

A arma e um carregador sobressalente foram encontrados com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que alegou serem de propriedade do ex-presidente. A oitiva deve ocorrer por videoconferência na próxima quarta-feira (24).

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