Renan Santos denuncia "cassação branca" de Toffoli e alega "ditadura no Judiciário" após decisão do TSE

Renan Santos denuncia “cassação branca” de Toffoli e alega “ditadura no Judiciário” após decisão do TSE

Resumo

Renan Santos denuncia “cassação branca” de Toffoli e alega “ditadura no Judiciário” após decisão do TSE

O candidato à Presidência da República, Renan Santos, classificou a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, como uma “cassação branca”. Segundo Santos, a medida, embora não o retire formalmente da disputa, na prática inviabiliza sua candidatura nas eleições de 2026.

Em entrevista coletiva, Renan Santos expressou sua insatisfação, afirmando que o novo sistema implementado pelo TSE não deveria servir como pretexto para que juízes “saiam cassando candidaturas”. Ele alega que está sendo “retirado à força da festa da democracia”.

O candidato descreveu o atual momento da democracia brasileira como “muito bizarro”, onde uma “espécie de ditadura dentro do Judiciário” estaria interferindo não apenas no processo eleitoral, mas na vida de todos os cidadãos. Ele acredita que a decisão será revertida pelos demais ministros do TSE.

Suspensão de campanha e alegações de ilegalidade

A decisão de Dias Toffoli suspendeu a campanha digital de Renan Santos, o repasse de verbas do fundo eleitoral e o proibiu de participar de debates e sabatinas. A motivação foi o uso de perfis em redes sociais, informados à Justiça Eleitoral com 12 dias de atraso após o registro da candidatura.

O advogado Arthur Rollo, representante de Santos, declarou que a decisão é “ilegal” e anunciou a apresentação de um mandado de segurança ao TSE. Rollo argumenta que as restrições podem inviabilizar a participação de Renan na disputa, considerando que a campanha eleitoral dura apenas 45 dias.

Falta de ampla defesa e pedido de reversão

O advogado questionou como o tempo de campanha perdido será devolvido caso a decisão seja revertida. Ele enfatizou que o candidato “não teve direito a ampla defesa” antes da ordem do ministro, caracterizando a ação como uma violação do contraditório e do devido processo legal.

“Em 30 anos de advocacia eleitoral, eu nunca vi uma decisão como essa. É um absurdo completo”, disse Rollo, ressaltando que a decisão foi proferida sem que eles pudessem se manifestar previamente. Renan Santos, por sua vez, manifestou confiança na reversão da decisão pelos demais ministros, considerando-a “irracional e irrazoável”.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também