Revista afirma que Trump exonerou comandante da Patrulha de Fronteira após morte de enfermeiro em Minneapolis, DHS nega
A revista The Atlantic divulgou nesta segunda-feira (26) que o presidente Donald Trump teria afastado Gregory Bovino, comandante geral da Patrulha de Fronteira, de suas funções em Minneapolis. A decisão teria sido tomada após a morte de um enfermeiro por agentes da Imigração e Alfândega (ICE) durante protestos contra uma operação de imigração ilegal no estado de Minnesota.
Segundo a publicação, que cita um funcionário do Departamento de Segurança Interna (DHS) e outras duas fontes, Bovino retornaria ao seu antigo posto em El Centro, Califórnia, onde estaria próximo da aposentadoria. No entanto, a notícia foi rapidamente desmentida pelo DHS.
Em uma postagem na rede social X, Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do DHS, negou veementemente que Bovino seria “exonerado de suas funções”. Ela ressaltou que ele “é uma peça fundamental da equipe do presidente e um grande americano”. Conforme informação divulgada pela revista The Atlantic, a polêmica surge após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, no último sábado (24), em um incidente ainda sob investigação.
Morte de Enfermeiro e Manifestante Gera Tensão
O enfermeiro Alex Pretti foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira sob o comando de Bovino. Este incidente se soma a outro ocorrido no dia 7, quando Renée Good, outra manifestante, foi baleada e morta por um agente do ICE. A gestão Trump classificou ambos como “terroristas domésticos”, alegando que os agentes agiram em autodefesa, pois Pretti portava uma arma e Good teria tentado atropelá-los.
Versões Divergentes Sobre os Incidentes
Defensores dos manifestantes contestam a versão oficial. Eles afirmam que Pretti portava um celular, não uma arma, e que Good apenas tentava deixar o local. As defesas apontam para possíveis abusos por parte dos agentes federais nas ações. A situação gerou forte repercussão e debates sobre a conduta das forças de segurança.
Envio de “Czar das Fronteiras” e Conversas Presidenciais
Anteriormente, Donald Trump havia anunciado o envio de seu “czar das fronteiras”, Tom Homan, para Minnesota. Após culpar os democratas pela violência na região, Trump adotou um tom mais conciliador em mensagens na Truth Social, após conversas telefônicas com o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz. Trump informou que Homan se reuniria com Frey para dar continuidade às discussões e que ele e Walz estavam “em sintonia”. Frey, por sua vez, anunciou que alguns agentes federais começariam a deixar a área em breve, e que ele continuaria pressionando pela retirada dos demais envolvidos na operação.
DHS Nega Afastamento de Comandante Chave
Apesar da reportagem da The Atlantic, o Departamento de Segurança Interna (DHS) reafirmou o compromisso com Gregory Bovino. Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do DHS, emitiu uma nota negando o afastamento do comandante e elogiando seu papel na equipe presidencial. A declaração visa esclarecer a situação e conter especulações sobre mudanças na liderança da Patrulha de Fronteira em meio à crise em Minneapolis.