Trump Aumenta Pressão sobre Cuba com Novas Sanções e Declara "Ameaça Extraordinária" à Segurança Nacional dos EUA

Trump Aumenta Pressão sobre Cuba com Novas Sanções e Declara “Ameaça Extraordinária” à Segurança Nacional dos EUA

Resumo

Trump amplia sanções contra Cuba, citando “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a política de sanções contra Cuba nesta sexta-feira, declarando o país uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional americana. Um novo decreto presidencial foi emitido, impondo punições econômicas mais rigorosas e restrições migratórias.

As novas medidas visam especificamente bancos estrangeiros que mantêm relações financeiras com o governo cubano. Além disso, a lista de alvos das sanções foi expandida para incluir indivíduos ligados aos setores de energia e mineração, bem como aqueles associados ao aparato de segurança cubano.

O governo dos EUA fundamenta essas ações em suspeitas de corrupção e “graves violações dos direitos humanos” em Cuba. As novas punições também se estendem a países parceiros, com ameaças de tarifas para nações que fornecem petróleo à ilha, levando alguns a reduzir ou interromper os envios.

Impacto das Novas Sanções na Ilha e Exigências Americanas

A redução no fornecimento de petróleo já tem provocado escassez de combustível em Cuba, resultando em apagões e limitações no transporte. Companhias aéreas também já começaram a reduzir seus voos para a ilha, impactando o turismo e a conectividade.

Desde janeiro, os Estados Unidos já vinham restringindo o envio de petróleo para Cuba. As novas medidas ampliam essa política, reforçando as exigências americanas por abertura econômica no país. Washington também cobra indenizações por bens expropriados após a revolução de 1959 e pede a realização de eleições “livres e justas”.

Cuba Reage com Ato em Havana e Critica “Medidas Coercitivas”

O anúncio das novas sanções americanas coincidiu com um grande ato público convocado pelo governo cubano em Havana, em frente à embaixada dos Estados Unidos. Autoridades mobilizaram trabalhadores do setor público e membros do Partido Comunista de Cuba (PCC).

O governo cubano afirma que centenas de milhares de pessoas participaram do ato, que teve como objetivo defender a soberania do país e criticar as sanções impostas pelos Estados Unidos. Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores cubano, expressou sua insatisfação no X (antigo Twitter).

“O governo dos Estados Unidos se alarma e responde com novas medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba”, escreveu Rodríguez, condenando a ação americana como uma tentativa de prejudicar o desenvolvimento e a soberania cubana.

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