TSE apresenta Pilili, a mascote “sem gênero” da urna eletrônica para reconquistar a confiança do eleitor
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou nesta segunda-feira (4) a sua nova mascote, Pilili. O personagem infantil, descrito como “sem gênero”, tem a missão de **aproximar os brasileiros do voto eletrônico**. A iniciativa surge em um momento de **crescente desconfiança** por parte da população em relação ao sistema, conforme indicam pesquisas recentes.
Pilili, cujo nome é uma onomatopeia que remete ao som da confirmação do voto na urna, foi revelado durante o evento que celebrou os 30 anos do processo de votação eletrônica no Brasil. A criação busca simbolizar **neutralidade**, já que, segundo o TSE, a mascote não é “nem ele, nem ela”, tendo sido inspirada em uma máquina.
A neutralidade de Pilili é reforçada pela ausência de voz e preferência partidária, posicionando-o como um **símbolo da democracia**. A comunicação do personagem se dará por meio de gestos e recursos gráficos, como textos em legendas e balões de fala em animações e posts, conforme divulgado pelo próprio TSE.
Desconfiança em alta: 43% dos brasileiros duvidam da urna eletrônica
A apresentação de Pilili ocorre em um cenário onde a **confiança na urna eletrônica apresenta queda significativa**. Uma pesquisa realizada em fevereiro revelou que **43% dos brasileiros desconfiam do processo de votação eletrônico**. Este índice representa o dobro do registrado nas últimas eleições gerais, em 2022, evidenciando um desafio para o TSE.
TSE defende a segurança e a eliminação de fraudes com a urna eletrônica
Durante o evento de lançamento da mascote, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, defendeu o sistema de votação eletrônica. Ela afirmou que o processo **”eliminou fraudes eleitorais”**, como o voto de terceiros e a manipulação de resultados. A declaração da ministra contrapõe diretamente a percepção de parte da população, que demonstra receio.
Histórico da urna eletrônica no Brasil
A urna eletrônica foi introduzida no Brasil pela primeira vez nas eleições municipais de 1996. Desde a sua implementação, o sistema tem sido responsável pela **proclamação dos resultados eleitorais poucas horas após o encerramento da votação**, agilizando o processo democrático.
Apesar das garantias do TSE sobre a segurança e a integridade do processo, a **desconfiança crescente** sugere a necessidade de maiores esforços em comunicação e transparência para reforçar a credibilidade da urna eletrônica junto ao eleitorado brasileiro.