UE propõe barreira inédita: militares russos da invasão à Ucrânia podem ser impedidos de entrar no bloco europeu

UE propõe barreira inédita: militares russos da invasão à Ucrânia podem ser impedidos de entrar no bloco europeu

Resumo

União Europeia estuda proibir entrada de militares russos envolvidos na guerra da Ucrânia em seus territórios

A União Europeia (UE) avalia uma nova e significativa medida contra a Rússia, propondo a proibição de entrada no bloco para cidadãos que serviram nas Forças Armadas russas desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. A proposta, apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visa intensificar a pressão sobre a economia russa.

Esta iniciativa faz parte do 21º pacote de sanções preparado por Bruxelas, com o objetivo declarado de dificultar o sustento do esforço de guerra conduzido pelo governo de Vladimir Putin. A intenção é clara: tornar a Europa um território inacessível para aqueles que participaram ativamente da invasão.

A proposta, no entanto, ainda necessita de aprovação unânime entre os 27 países-membros da UE para entrar em vigor. Caso aprovada, a medida representará um novo capítulo nas sanções impostas a Moscou, ampliando o escopo para além das restrições financeiras e comerciais já existentes. A informação foi divulgada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conforme reportagem do jornal britânico The Guardian.

Novas sanções visam setores estratégicos e a ‘frota fantasma’ russa

Além da restrição de entrada para militares, o novo pacote de sanções proposto pela União Europeia também prevê o ampliamento das punições contra bancos e empresas de criptomoedas. O setor de petróleo e os navios utilizados pela chamada “frota fantasma” russa, estrutura suspeita de auxiliar Moscou a contornar sanções ocidentais, também estão na mira de Bruxelas.

O jornal The Telegraph aponta que o pacote mira setores ainda não tão afetados, como o da pesca. Ursula von der Leyen indicou que a UE pretende impor restrições substanciais à importação de produtos pesqueiros russos, com a proibição total de alguns itens, como o bacalhau. Essa ação visa enfraquecer ainda mais a base econômica que sustenta a guerra.

Comissão Europeia afirma que sanções já estão surtindo efeito

Ursula von der Leyen reiterou que as sanções já implementadas pela União Europeia estão, de fato, “mordendo forte e cortando fundo” na economia russa. Segundo ela, as medidas em vigor já estão enfraquecendo significativamente a base econômica que financia o esforço de guerra da Rússia.

A presidente da Comissão Europeia destacou que a estratégia de sanções contínuas busca minar a capacidade da Rússia de manter a sua ofensiva militar na Ucrânia. A ideia é manter a pressão econômica de forma constante e crescente sobre o regime de Vladimir Putin.

Aprovação depende do consenso entre os países-membros

A implementação do 21º pacote de sanções, incluindo a proibição de entrada para militares russos, depende da aprovação unânime dos 27 países que compõem a União Europeia. A decisão final caberá aos governos de cada Estado-membro, que precisarão concordar com as novas medidas para que elas se tornem efetivas.

A negociação e o consenso entre os países são cruciais para a validade de qualquer novo pacote de sanções. A expectativa é que o debate sobre estas propostas ocorra nas próximas reuniões dos representantes europeus, definindo os próximos passos da UE na sua política de pressão contra a Rússia no contexto da guerra na Ucrânia.

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