Zema promete um “plano implacável” para o Brasil com privatizações e corte de gastos
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), apresentou neste domingo (25) um plano ambicioso para o país, caso eleito. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zema declarou que seu governo implementará um “plano implacável” com quatro pilares: privatizar, poupar, não roubar e prosperar. A proposta central inclui a privatização de estatais importantes e um forte corte de gastos em diversas áreas do governo.
A promessa de privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil foi um dos pontos de maior destaque em sua fala. Zema afirmou categoricamente que pretende “passar a faca nos supersalários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”. Ele criticou o modelo de gastos públicos atual, que, segundo ele, leva o governo a gastar mais do que arrecada, recorrendo a empréstimos para fechar as contas.
Essa política de endividamento, na visão do pré-candidato, resulta no crescimento contínuo da dívida pública e na cobrança de juros elevados, que acabam sendo repassados à população em forma de custos mais altos no crédito e financiamentos. “E a gente sabe que está tudo caro demais. O dinheiro do brasileiro só vai voltar a valer se o governo economizar”, defendeu Zema, ressaltando que a dívida crescente do governo Lula será combatida com economia e poupança.
Conforme informação divulgada pelo próprio pré-candidato, a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil é vista como fundamental para gerar recursos que permitam baixar a dívida pública, reduzir os juros e, consequentemente, cortar a corrupção em sua raiz. Zema considera que esses temas se tornaram tabu na política brasileira, mas ele se dispõe a discuti-los abertamente.
Propostas de Zema incluem venda de estatais e enxugamento do Estado
Além das gigantes Petrobras e Banco do Brasil, a proposta de Romeu Zema abrange a venda de outras estatais que apresentam déficits, como os Correios. Ele também mencionou a alienação de participações em empresas privadas, citando exemplos como as ligadas ao empresário Joesley Batista. A intenção é otimizar o uso de recursos públicos e reduzir a dependência do Estado em setores que podem ser geridos de forma mais eficiente pelo setor privado.
Corte de “supersalários” e mordomias visa reduzir ineficiência
O pré-candidato também colocou na mira os chamados “supersalários”, cargos comissionados, mordomias e o próprio número de ministérios. Zema defende um enxugamento significativo da máquina pública, argumentando que essas medidas são essenciais para garantir a austeridade fiscal e a eficiência na gestão dos recursos. Ele se comprometeu a aplicar no Brasil a mesma linha dura que adotou em sua gestão como governador de Minas Gerais.
Zema promete “linha dura” contra fraudes e esquemas
Romeu Zema relembrou sua experiência em Minas Gerais, afirmando que aplicará os mesmos princípios no âmbito federal. “Comigo, quem roubava Minas perdeu. Quem rouba o Brasil vai perder também”, declarou o pré-candidato, prometendo uma postura rigorosa contra fraudes e esquemas de corrupção. A mensagem é de que não haverá tolerância com desvios de conduta que prejudiquem o erário público.
Objetivo é zerar o “Custo Brasil” com desburocratização
Outro ponto central do plano de Zema é a intenção de zerar o chamado “Custo Brasil”. Isso seria alcançado através da redução da burocracia, do destravamento de projetos de infraestrutura e da diminuição do peso regulatório sobre os ombros de quem trabalha e produz no país. O objetivo é criar um ambiente de negócios mais favorável e competitivo, impulsionando o crescimento econômico e a geração de empregos.