Romeu Zema (Novo) mira privatização total de estatais para sanar dívida pública brasileira
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), reiterou sua intenção de vender todas as estatais que faturam. Em entrevista ao programa Frente a Frente, do Uol e da Folha de S.Paulo, Zema afirmou que seu plano, que ele descreve como “implacável”, visa diretamente a amortização da dívida pública, que ele considera o “grande mal do Brasil”.
O ex-governador de Minas Gerais incluiu empresas como Petrobras e Banco do Brasil em sua proposta de venda generalizada. Zema criticou o que chamou de “gastança do Lula”, argumentando que isso leva a juros altíssimos para as famílias brasileiras que compram parcelado.
A proposta de Zema está alinhada com um modelo econômico liberal, que busca anular o chamado “custo Brasil”. Ele acredita que a implementação dessas medidas poderia reduzir os juros pela metade, embora admita que o tempo necessário dependerá da sua relação com o Congresso Nacional, sem um prazo definido.
Trajetória e aprovação em Minas Gerais
Ao assumir o governo de Minas Gerais, Zema herdou uma das maiores dívidas estaduais do país. No entanto, ele implementou uma política de ajuste fiscal que resultou na regularização do pagamento de servidores e repasses a municípios.
Sob sua gestão, o estado mineiro recuperou a capacidade de investimento em áreas cruciais como educação e infraestrutura, muitas vezes em parceria com o setor privado. Zema deixou o governo com uma aprovação de 53%, demonstrando um desempenho positivo em sua administração.
Crescimento nas pesquisas eleitorais
Romeu Zema tem se destacado como o único candidato da oposição a apresentar crescimento nas pesquisas eleitorais, dentro da margem de erro. Sua candidatura ganhou impulso recentemente, especialmente após um embate com o ministro Gilmar Mendes, que gerou repercussão na mídia.
A estratégia de Zema foca em apresentar soluções pragmáticas para os problemas econômicos do país, com a privatização de estatais como um dos pilares centrais de seu plano de governo. O objetivo é claro: reduzir a dívida pública e impulsionar a economia brasileira.