Celular de Cláudio Castro Desbloqueado: PF Busca Provas de Esquemas com Banco Master e Refinaria Refit

Celular de Cláudio Castro Desbloqueado: PF Busca Provas de Esquemas com Banco Master e Refinaria Refit

Resumo

Desbloqueio do celular de Cláudio Castro: a chave para desvendar esquemas de corrupção e sonegação no Rio de Janeiro

A Polícia Federal obteve sucesso no desbloqueio do celular do ex-governador fluminense Cláudio Castro. O aparelho, apreendido em operações que investigam complexos esquemas de corrupção e sonegação fiscal, é considerado uma peça fundamental para detalhar as relações de Castro com o Banco Master e a refinaria Refit.

Este era o dispositivo principal utilizado por Cláudio Castro em seu dia a dia, e a recusa em fornecer a senha exigiu o emprego de técnicas especializadas pela PF. A análise do conteúdo promete trazer à luz mensagens, registros de ligações e detalhes de encontros que podem comprovar o suposto favorecimento de grupos empresariais durante sua gestão.

As investigações, que já haviam apreendido outros dois aparelhos (um inativo e outro com pouco uso), agora focam neste celular para obter evidências concretas. Conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, o desbloqueio representa um avanço significativo para a elucidação dos fatos.

Investigação do Banco Master: Rioprevidência sob suspeita

No âmbito da Operação Compliance Zero, a principal suspeita recai sobre a articulação política de Cláudio Castro para direcionar investimentos vultosos da Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores estaduais, para o Banco Master. O montante em questão é de **R$ 3,6 bilhões em títulos de risco**.

Investigadores apontam que ocorreram **trocas rápidas na cúpula do órgão** e um **credenciamento acelerado da instituição financeira privada**, mesmo diante de alertas técnicos e questionamentos de órgãos de controle sobre a segurança dos investimentos. O celular de Castro pode conter provas dessa articulação.

O suposto esquema com a refinaria Refit e dívidas bilionárias

Paralelamente, a Operação Sem Refino investiga a atuação do governo do Rio de Janeiro como uma aparente “extensão empresarial” da refinaria Refit. Segundo a PF, sob as diretrizes de Castro, a Secretaria de Fazenda teria implementado **medidas estratégicas para beneficiar Ricardo Magro**, proprietário da Refit e apontado como o maior devedor de impostos do país.

O grupo empresarial teria uma **dívida tributária estimada em R$ 52 bilhões**. A utilização da máquina pública, conforme sustentam as investigações, visaria proteger um modelo de negócio fundado na sonegação fiscal, e o conteúdo do celular de Castro é esperado para corroborar essa tese.

Intermediários e o papel de delatores nas operações

Além dos empresários Daniel Vorcaro (Banco Master) e Ricardo Magro (Refit), as apurações indicam a atuação de **operadores financeiros para conectar o núcleo político do governo aos interesses privados**. Um nome de destaque é Ricardo Siqueira Rodrigues, delator da Operação Lava Jato.

Rodrigues teria atuado como intermediário, recebendo uma **comissão de 0,6% sobre os recursos aplicados pela Rioprevidência**, o que equivaleria a aproximadamente **R$ 22 milhões**. O desbloqueio do celular pode revelar a extensão dessa rede de intermediação.

Defesa de Castro e a desistência da disputa pelo Senado

Cláudio Castro, por meio de sua defesa, **nega veementemente qualquer irregularidade** e afirma não ter participado de decisões técnicas relacionadas à Rioprevidência. Em decorrência do avanço das operações da Polícia Federal, o político **desistiu oficialmente de disputar uma vaga no Senado** pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026.

A Polícia Federal agora se dedica ao cruzamento de dados obtidos do celular desbloqueado para verificar a existência de um possível **envolvimento do ex-governador com o crime organizado no estado**. A análise minuciosa do dispositivo é vista como crucial para o desfecho dessas complexas investigações.

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