Hezbollah e Aliados Recusam Acordo Líbano-Israel, Prometem Intensificar Conflito e Desafiam EUA

Hezbollah e Aliados Recusam Acordo Líbano-Israel, Prometem Intensificar Conflito e Desafiam EUA

Resumo

Hezbollah e aliados rejeitam acordo histórico entre Líbano e Israel, prometendo manter o conflito ativo e desafiando a mediação americana.

O grupo terrorista Hezbollah, com forte apoio do Irã, e seus principais aliados no Líbano declararam neste sábado (27) sua total rejeição ao acordo recém-firmado entre Israel e o governo libanês. O pacto, mediado pelos Estados Unidos, visava uma retirada gradual de tropas israelenses de áreas específicas no sul do Líbano.

No entanto, a principal crítica reside na cláusula que permite a Israel agir em autodefesa enquanto considerar haver ameaças na região. Essa condição foi vista como inaceitável pelos grupos libaneses, que a consideram uma afronta à soberania nacional e um benefício unilateral para Israel.

O movimento Amal, aliado político chave do Hezbollah, classificou o acordo como “desequilibrado” e rejeitou veementemente qualquer negociação direta com Israel. Em comunicado oficial, o Amal afirmou que o texto “entrincheira realidades em favor do inimigo às custas do interesse nacional”, alertando para “riscos políticos e soberanos” que tornariam o acordo inadmissível.

Hezbollah e aliados veem acordo como ameaça soberana e prometem continuar a luta

Hassan Fadallah, representante do Hezbollah no Parlamento libanês, pediu que o Líbano se retire das negociações e das decisões tomadas. Segundo ele, essas ações vão “contra o povo libanês”. O Grupo Islâmico do Líbano, outra organização com braço armado, também se manifestou contra o acordo, exigindo a preservação da “soberania plena” do Líbano e a retirada israelense de todos os territórios ocupados.

O acordo, assinado em Washington na sexta-feira (26), foi celebrado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, como um “duro golpe para o Irã e o Hezbollah”. Netanyahu destacou que o entendimento reconhece o direito israelense de manter uma zona de segurança enquanto houver ameaças, como demonstrado por mapas apresentados em coletiva de imprensa.

Israel bombardeia sul do Líbano e reafirma direito de agir contra ameaças

As Forças de Defesa de Israel confirmaram o bombardeio de áreas no sul do Líbano, incluindo a região de Nabatieh, neste sábado. Segundo o exército israelense, os ataques visaram alvos que representavam ameaças diretas a militares israelenses na área. A retirada israelense, conforme o acordo, estaria condicionada ao desarmamento de grupos armados não estatais e ao desmantelamento de sua infraestrutura, uma referência clara ao Hezbollah.

Netanyahu enfatizou que as tropas israelenses terão liberdade para agir contra ameaças, mesmo que não sejam imediatas, declarando: “Se virem um perigo, ajam”. Essa posição reforça a intenção de Israel de manter uma postura de segurança assertiva na fronteira.

Líder do Hezbollah classifica acordo como humilhação e promete resistência

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo como “uma humilhação, uma vergonha e uma renúncia à soberania”. Em comunicado, ele assegurou que o grupo continuará atuando “por todos os meios necessários” para pressionar pela retirada completa de Israel do Líbano. A rejeição conjunta e a promessa de intensificar o conflito indicam que a tensão na região deve persistir, com o Hezbollah e seus aliados buscando confrontar o acordo e reafirmar sua influência.

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