Canadá responde à tarifação americana com medidas de retaliação em setores estratégicos
O governo do Canadá anunciou neste sábado (22) que irá retaliar os Estados Unidos em resposta à tarifa de 50% imposta pela administração de Donald Trump sobre as exportações canadenses. A medida americana entrou em vigor à zero hora do sábado, e poucas horas depois, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, declarou que a partir de 8 de setembro, o país igualará “dólar por dólar” as novas tarifas impostas por Washington.
Segundo o governo canadense, as alíquotas de 50% impactam um volume de exportações estimado em bilhões de dólares. Donald Trump justificou a ação alegando “contínua discriminação” e “tratamento desigual” ao comércio americano, configurando um novo ataque ao Canadá.
“Não foi uma escolha nossa”, afirmou Trudeau, detalhando que a resposta canadense focará em setores como aço, laticínios, eletrodomésticos, máquinas agrícolas, celulose, papel e eletrônicos. A escalada comercial levanta preocupações sobre o futuro das relações econômicas entre os dois vizinhos. Conforme informação divulgada pela fonte, a resposta canadense visa mitigar os impactos econômicos da decisão americana.
EUA culpa Canadá pelo fracasso nas negociações comerciais
Em entrevista à emissora Fox News, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, indicou que não há qualquer perspectiva de negociação comercial com o Canadá no momento. Greer atribuiu ao governo canadense a responsabilidade pelo fracasso das conversas, afirmando que o país vizinho se recusou a aceitar termos previamente acordados no início da semana.
“Oferecemos aos canadenses a oportunidade de se somarem a este caminho, concretamente, reduzir as tarifas aplicadas ao seu aço, aos automóveis e inclusive à madeira, produtos que são sensíveis para eles”, declarou Greer, acrescentando que o Canadá sempre contou com as melhores condições e teria continuado a desfrutar de tratamento preferencial, mas optou por não aceitar.
Impacto das novas tarifas e setores visados pela retaliação
A tarifação americana de 50% afeta um montante significativo de exportações canadenses, gerando um impacto econômico considerável. A resposta do Canadá, que igualará as tarifas “dólar por dólar”, visa demonstrar a seriedade com que o país encara a situação e proteger seus setores produtivos.
Os setores de aço, laticínios, eletrodomésticos, máquinas agrícolas, celulose, papel e eletrônicos foram especificamente mencionados como alvos da retaliação canadense. Essa estratégia busca pressionar os Estados Unidos a reavaliarem sua posição e buscarem uma solução negociada.
Sem perspectiva de acordo, guerra comercial se intensifica
A declaração do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, de que “não há qualquer perspectiva de negociação comercial”, sinaliza uma intensificação da guerra comercial entre os dois países. A falta de diálogo e a postura intransigente de ambas as partes indicam um período de incerteza para as empresas e consumidores.
O governo americano alega que o Canadá não quis aceitar os termos propostos, que incluiriam a redução de tarifas em produtos sensíveis como aço, automóveis e madeira. Por outro lado, o Canadá considera as novas tarifas americanas um ataque e uma resposta necessária para defender seus interesses econômicos.