Lulinha se Autodenomina 'Musaranho': O Apelido Revelador de um Grupo Insaciável por Negócios Milionários com o Governo

Lulinha se Autodenomina ‘Musaranho’: O Apelido Revelador de um Grupo Insaciável por Negócios Milionários com o Governo

Resumo

Grupo no WhatsApp usava termo ‘musaranhos’ para descrever atuação em negócios com o governo, aponta revista Veja.

Um grupo de WhatsApp formado por Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lobista Roberta Luchsinger e o sócio Fernando Bittar, utilizava um apelido peculiar que, segundo reportagem da revista Veja, descreve a essência de suas atividades: “musaranhos”.

A escolha do termo, feita pelo próprio Lulinha, não foi aleatória. O musaranho é o menor mamífero do mundo, com aparência semelhante a um rato e um apetite insaciável, consumindo o equivalente ao próprio peso a cada três horas.

Esta alcunha, conforme a investigação da Polícia Federal obtida pela Veja, refletia perfeitamente o comportamento do trio: avançar rapidamente e com voracidade sobre negócios junto ao governo, buscando fechar acordos sem licitação e acumular centenas de milhões de reais.

O “Musaranho” como Modo de Agir: Metas Ambiciosas e Influência Direta

Nas mensagens interceptadas, a lobista Roberta Luchsinger demonstrava ambição, declarando metas como “100 milhões esse ano. Pra mim” e afirmando ter uma relação especial com o presidente Lula. Ela relatou ter sido pessoalmente contatada pelo presidente, que lhe ofereceu a liberdade de “escolhe onde você quer ficar”.

Roberta optou por permanecer na sociedade com Fábio e Fernando, sem ocupar cargo formal. Essa decisão, explicou a interlocutores, lhe conferia “liberdade para circular onde quisesse”, facilitando sua atuação como intermediária.

A lobista frequentemente se apresentava como a própria voz de Lulinha perante contatos governamentais, chegando a dizer “Eu sou o Fábio”. Segundo as conversas, o filho do presidente só intervinha quando era estritamente necessário para “abrir portas”, enquanto Roberta e seus parceiros conduziam as negociações.

Pressão por Regulamentação de Canabidiol e Saída do País

Em janeiro de 2025, a lobista, sob pressão de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, acionou Lulinha com urgência. “Ontem eu disse para Fábio: Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer”, escreveu Roberta, evidenciando a necessidade de destravar a regulamentação e um contrato bilionário de canabidiol sem licitação.

Havia uma corrida contra o tempo, pois o dinheiro obtido com o negócio seria fundamental para custear a “retirada” de Lulinha e sua família do país. Roberta confidenciou que “As coisas vão acontecer porque eu tenho que tirar o Fábio e família do país até junho. Ou seja, custo altíssimo”.

Atualmente, Lulinha reside na Espanha, em um condomínio cujo aluguel mensal ultrapassa os R$ 30 mil. O episódio reforça a ideia de um apetite, tal qual o de um musaranho, que se mostra verdadeiramente insaciável.

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