Senadores protocolam pedido de impeachment contra Dias Toffoli no Senado Federal
Um grupo de senadores apresentou um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no Senado. A iniciativa, assinada por Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF), alega a existência de indícios de crime de responsabilidade por parte do ministro.
As acusações apresentadas pelos parlamentares incluem suposta violação do dever de imparcialidade, conflito de interesses e conduta incompatível com o decoro do cargo de ministro do STF. Segundo os senadores, tais atitudes poderiam afetar o Estado Democrático de Direito e contrariar os princípios da administração pública.
O texto da representação também menciona atos específicos de Dias Toffoli relacionados ao caso Banco Master, além de apontar possíveis vínculos indiretos envolvendo familiares do ministro como justificativa para o pedido de impeachment. Conforme informações divulgadas, o pedido visa apurar a conduta do ministro em relação a esses fatos. Conforme informação divulgada pelo G1.
Operação Compliance Zero investiga Banco Master e aponta supostas fraudes financeiras
Paralelamente ao pedido de impeachment, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O ministro Dias Toffoli, que autorizou a ação, teve uma decisão revertida em relação ao material apreendido.
Inicialmente, Toffoli determinou que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob guarda do STF. No entanto, a Polícia Federal argumentou que tal medida poderia prejudicar a investigação. Em resposta, o ministro recuou e determinou que o material apreendido seja enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise e custódia.
A PGR concordou com a necessidade de examinar diretamente o material, o que permitirá uma análise mais aprofundada do suposto esquema de gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. A decisão visa garantir a integridade das investigações.
Polícia Federal cumpre mandados e aponta alvos em investigação do Banco Master
A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Daniel Vorcaro e de seus familiares. Entre os alvos estão o pai, a irmã e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, que foi preso temporariamente ao tentar embarcar para o exterior no aeroporto de Guarulhos.
A investigação também mira empresários suspeitos de utilizarem operações do Banco Master para fins irregulares. Estão sob investigação Nelson Tanure, com ligações a empresas em recuperação, e João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos. O foco principal é apurar desvios de recursos, simulação de empréstimos e negociação irregular de carteiras de crédito.
Toffoli autorizou operação que agora tem material enviado para PGR
É importante notar que o ministro Dias Toffoli foi quem autorizou a deflagração da Operação Compliance Zero. Contudo, sua decisão posterior de enviar as provas apreendidas pela Polícia Federal para a PGR demonstra uma mudança de curso, atendendo a pedidos da corporação policial para não comprometer o andamento das investigações sobre o Banco Master.
Essa movimentação reforça a atuação da PGR no caso, que agora terá acesso direto ao material para aprofundar a apuração dos fatos. A investigação visa esclarecer as supostas irregularidades financeiras e a atuação de indivíduos e empresas envolvidas com o Banco Master, buscando garantir a responsabilização dos envolvidos.