Banco Central e PF reafirmam união após turbulência com STF e investigações do Banco Master
Em um movimento que demonstra força e unidade, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniram-se em Brasília. O encontro serviu como um importante sinal de apoio mútuo, especialmente em meio à crise envolvendo as investigações do Banco Master e as recentes determinações do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero. Esta nova etapa visa apurar suspeitas de outros crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, indo além da descoberta anterior sobre a venda fraudulenta de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).
As ações conjuntas e a reafirmação do diálogo entre as instituições indicam um compromisso em fortalecer a atuação integrada em temas de interesse nacional. Conforme divulgado pela Polícia Federal em suas redes sociais, as autoridades ressaltaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro.
Banco Master no centro das atenções e a intervenção de Toffoli
O Banco Central tem sido alvo de atenção desde que decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master no final do ano passado. A pressão sobre as instituições aumentou consideravelmente com a imposição de novas regras pelo ministro Dias Toffoli para a guarda de provas. O magistrado chegou a criticar publicamente a Polícia Federal, alegando suposta “inércia” na condução da operação.
Operação Compliance Zero avança com novas apreensões milionárias
A segunda fase da operação Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, seus familiares e outros investigados em São Paulo e outros estados. Bens como carros de luxo, relógios e dinheiro em espécie foram apreendidos, totalizando um esquema estimado em mais de R$ 5,7 bilhões. Os detalhes foram confirmados pelas autoridades policiais.
Tensões com o STF e a centralização de provas
As ordens judiciais foram expedidas por Toffoli após uma representação da Polícia Federal datada de 6 de janeiro. O ministro havia determinado a realização da operação em até 24 horas a partir do dia 12. No entanto, um atraso de um dia levou o ministro a comentar sobre a “falta de empenho” da corporação.
Em uma decisão adicional nesta quarta-feira, Toffoli determinou que todo o material apreendido fosse lacrado e enviado diretamente ao STF, ficando sob a guarda de seu gabinete para posterior perícia. Essa medida retirou o acesso imediato da Polícia Federal aos itens, transferindo a responsabilidade para a Procuradoria-Geral da República (PGR) após as críticas.