Toffoli amplia prazo para investigação do Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a **prorrogação por mais 60 dias** das investigações que a Polícia Federal (PF) conduz no caso do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido formalizado pela própria autoridade policial.
A solicitação da PF visa garantir tempo hábil para a conclusão das apurações, que seguem em andamento. Toffoli acatou as justificativas apresentadas pela corporação para a necessidade de estender o prazo investigativo.
Essa não foi a única movimentação do ministro sobre o caso. Anteriormente, Toffoli já havia alterado por diversas vezes as decisões relativas ao acesso a provas e ao prazo para depoimentos, demonstrando o dinamismo das apurações.
Operação Compliance Zero em novas frentes
A investigação central gira em torno da suposta emissão de **R$ 12 bilhões em títulos de crédito falsos** pelas instituições financeiras. A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero em novembro do ano passado para combater essa prática.
No mesmo dia em que a operação foi iniciada, o Banco Central decretou a **liquidação extrajudicial do Banco Master**. Um dos executivos ligados à instituição, Vorcaro, chegou a ser preso, mas foi solto dez dias depois.
PF mira familiares de executivo em nova fase
Recentemente, a PF realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero. Nesta etapa, as investigações se voltaram para o **pai, a irmã e o cunhado de Vorcaro**, Fabiano Campos Zettel. A ação demonstra a ampliação do escopo da investigação.
A tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, anunciada em março de 2025 por R$ 2 bilhões, foi posteriormente **rejeitada pelo Banco Central**, o que também faz parte do contexto apurado pela operação.
Decisões sobre provas e depoimentos
Em um período de cerca de 24 horas, o ministro Toffoli modificou ao menos três vezes suas decisões sobre o destino e o acesso às provas apreendidas na Operação Compliance Zero. Uma das alterações foi a **redução do prazo para a PF tomar depoimentos** dos investigados, de cinco para dois dias.
A continuidade das investigações e a ampliação do prazo demonstram a complexidade do caso e a necessidade de **aprofundamento das apurações** pela Polícia Federal para esclarecer os fatos relacionados ao Banco Master e à suposta emissão de títulos falsos.