UE Aponta Kremlin como Responsável pela Morte de Navalny Após Dois Anos; "Regime Russo Silencia Opositores", Diz Chefe da Diplomacia

UE Aponta Kremlin como Responsável pela Morte de Navalny Após Dois Anos; “Regime Russo Silencia Opositores”, Diz Chefe da Diplomacia

Resumo

UE reforça acusações contra Kremlin pela morte de Alexei Navalny e promete mais sanções

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, declarou que o Kremlin é “plenamente responsável” pelo envenenamento do líder opositor russo Alexei Navalny, ocorrido há dois anos. Em uma mensagem nas redes sociais, Kallas afirmou que a União Europeia “continuará usando seu regime de sanções” para responsabilizar Moscou por suas ações.

“O regime da Rússia não se limita a bombardear a Ucrânia, também continua silenciando os opositores em seu próprio país”, disse a alta representante para Relações Exteriores da União Europeia, destacando a gravidade da situação.

A declaração surge em meio a novas conclusões de investigações internacionais que apontam para o uso de uma toxina letal no envenenamento de Navalny. A União Europeia, por meio de suas lideranças, reafirma o compromisso em buscar justiça e responsabilização.

Kremlin é acusado de assassinato de opositores políticos

Kaja Kallas enfatizou que o “assassinato de opositores políticos faz parte do DNA do regime”. Segundo ela, tais atos não são demonstrações de força, mas sim “uma admissão de medo”. A alta representante, que também é vice-presidente do Executivo comunitário, garantiu que a UE “seguirá utilizando seu regime de sanções em matéria de direitos humanos contra a Rússia para garantir a responsabilização pela repressão”.

A chefe da diplomacia europeia se alinhou às condenações de outros líderes da UE, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A posição foi reforçada após cinco países europeus – Alemanha, Reino Unido, França, Suécia e Holanda – anunciarem que chegaram à conclusão de que Navalny foi envenenado com uma toxina letal.

Essa conclusão baseia-se em análises de amostras colhidas de Navalny logo após sua morte em uma prisão na Sibéria. A investigação internacional identificou a presença de epibatidina, uma toxina encontrada em sapos venenosos da América do Sul, como a causa mais provável de seu falecimento.

França exige investigação independente e completa sobre a morte de Navalny

A França também se pronunciou, exigindo uma “investigação independente e completa” para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Alexei Navalny. Fontes diplomáticas informaram que o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, se reunirá com Yulia Navalnaya, viúva do opositor, em Paris.

O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou esperança de que a justiça seja feita no caso de Navalny, cuja morte, segundo ele, foi “premeditada”, apontando diretamente para a responsabilidade do Kremlin. Em uma nota oficial, o governo francês prestou homenagem ao compromisso de Navalny “com uma Rússia livre e democrática”.

A França lamentou a condenação de três ex-advogados de Navalny há um ano, acusados de “participação em uma organização extremista”, ressaltando que eles apenas cumpriam seus deveres. O país reiterou seu apoio àqueles que “corajosamente” defendem as liberdades individuais e o Estado de Direito na Rússia, condenando violações de direitos humanos e pedindo a libertação de todos os presos políticos.

Kremlin nega envolvimento e alega causas naturais

Em resposta às acusações, o Kremlin negou qualquer envolvimento na morte de Navalny, insistindo que o opositor faleceu de causas naturais na prisão em fevereiro de 2024. Contudo, a toxicidade da epibatidina e os sintomas relatados por especialistas europeus reforçam a tese de envenenamento como a causa mais provável da morte do líder opositor russo.

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