Ditador cubano Miguel Díaz-Canel ignora pressão dos EUA e afirma: "Renunciar não faz parte do nosso vocabulário"

Ditador cubano Miguel Díaz-Canel ignora pressão dos EUA e afirma: “Renunciar não faz parte do nosso vocabulário”

Resumo

Líder cubano Miguel Díaz-Canel rejeita renúncia em meio a crescente pressão dos Estados Unidos e garante soberania da ilha.

O líder do regime comunista de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou firmemente que não pretende renunciar ao cargo. A afirmação veio em um momento de intensificação das pressões políticas e econômicas por parte dos Estados Unidos sobre Havana.

Em uma rara entrevista concedida à emissora americana NBC, Díaz-Canel foi direto ao responder sobre a possibilidade de deixar o poder para “salvar” a ilha. A fala marca a primeira vez que o ditador cubano concede entrevista a uma rede de televisão dos EUA.

Díaz-Canel enfatizou que o regime cubano não reconhece qualquer influência externa em sua liderança. Conforme informação divulgada pela NBC, ele declarou: “Em Cuba, quem ocupa cargos de liderança não é escolhido pelo governo dos Estados Unidos nem recebe mandato desse governo”. Ele ressaltou que Cuba é um “Estado livre e soberano”, com “autodeterminação e independência”, e que não se submete às decisões de Washington.

Aumento das sanções americanas agrava a crise em Cuba

A declaração do líder cubano surge em um contexto de aumento significativo da pressão dos Estados Unidos sobre Cuba. O governo do ex-presidente Donald Trump implementou medidas como o bloqueio do envio de petróleo da Venezuela para a ilha, o que agravou a já crítica crise energética enfrentada por Cuba.

Além disso, Trump chegou a classificar Cuba como uma “nação falida” e sugeriu que a ilha poderia se tornar o próximo alvo da política externa americana, após o conflito envolvendo o Irã. O secretário de Estado dos EUA na época, Marco Rubio, também criticou o sistema econômico cubano, classificando-o como “falido” e indicando a possibilidade de uma mudança de governo.

Rússia estende apoio a Cuba frente às sanções

Diante desse cenário de sanções e restrições, Cuba tem buscado fortalecer suas relações internacionais e garantir apoio externo. Nesta quinta-feira (9), o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, esteve em Havana.

Durante sua visita, Ryabkov anunciou um novo envio de petróleo russo para Cuba. O objetivo é amenizar os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos. Essa ação se soma a outros envios recentes de petroleiros russos à ilha, que parecem ter ocorrido sob um aparente aval americano, indicando uma complexa dinâmica geopolítica na região.

Díaz-Canel reafirma compromisso com o regime

A postura de Díaz-Canel em não renunciar ao cargo, mesmo diante da pressão americana, reflete a determinação do regime cubano em manter seu sistema político. A entrevista à NBC serve como uma plataforma para o líder cubano reafirmar a soberania nacional e contestar qualquer interferência externa em assuntos internos.

A situação em Cuba continua sendo um ponto de tensão nas relações entre Havana e Washington, com os Estados Unidos buscando promover mudanças políticas e o governo cubano resistindo a qualquer imposição externa. O apoio russo surge como um fator importante para a manutenção da estabilidade energética e econômica da ilha caribenha.

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