Bolsonaro deixa hospital após queda na PF: Traumatismo craniano leve confirmado, Michelle critica demora no atendimento

Bolsonaro deixa hospital após queda na PF: Traumatismo craniano leve confirmado, Michelle critica demora no atendimento

Resumo

Bolsonaro é liberado e volta para a PF após exames de saúde após queda na cela

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital na tarde desta quarta-feira (7) e retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele havia sido levado para a unidade de saúde após sofrer uma queda em sua cela na terça-feira (6), necessitando de exames para avaliar seu estado.

Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-mandatário, os exames realizados apontaram uma lesão na cabeça que caracteriza um traumatismo craniano leve. A informação foi divulgada aos jornalistas após a saída do hospital, trazendo alívio quanto à gravidade da situação.

Apesar do resultado, a família do ex-presidente expressou preocupação com o tempo de resposta da Polícia Federal e com as circunstâncias da queda. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a agilidade no atendimento e relatou que Bolsonaro toma um medicamento que o deixa sonolento, o que poderia ter influenciado o ocorrido. Conforme informação divulgada pela fonte, os exames feitos no hospital confirmaram uma lesão em partes moles na região temporal e frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve.

Traumatismo craniano leve e descartes importantes nos exames

O médico Brasil Caiado detalhou que, no momento, a hipótese de uma crise convulsiva foi descartada. Além disso, exames mais aprofundados não detectaram nenhuma lesão intracraniana, o que minimiza os riscos imediatos à saúde do ex-presidente. A queda, segundo a reconstrução feita com Bolsonaro, pode não ter sido da cama, mas sim durante uma tentativa de caminhada dentro do quarto.

“Como ele estava sozinho e não presenciamos a queda, tentando reconstituir a cena com ele, foi que eu deduzi que houve este levantamento, ele caminhou e na queda bateu a cabeça e o pé em um objeto dentro do quarto. Por que é diferente? Uma simples queda da cama é uma coisa. Você se levantar, caminhar e cair é outra coisa”, explicou o cardiologista.

Preocupação da família e críticas à PF

Michelle Bolsonaro manifestou que a família ainda busca entender o momento exato em que o acidente ocorreu. Ela mencionou que o ex-presidente toma uma medicação que o deixa “muito sonolento” e solicitou um relatório à Polícia Federal sobre o horário em que o quarto dele foi aberto. A ex-primeira-dama também voltou a criticar a falta de “agilidade” da PF em prestar o atendimento necessário.

De acordo com Michelle, Bolsonaro não se recorda de ter acionado a campainha para chamar os agentes e relatou ter sido impedida de acompanhar o marido durante os exames. O vereador Carlos Bolsonaro também expressou receio sobre a segurança do pai na PF, questionando a demora na autorização para os exames, que só ocorreu na manhã desta quarta, apesar da solicitação ter sido feita na terça e o ministro Alexandre de Moraes ter exigido um relatório prévio.

Histórico de prisões e pedidos de liberdade

Jair Bolsonaro esteve em prisão domiciliar de agosto a novembro, quando foi preso preventivamente por tentar violar a tornozeleira eletrônica. A detenção ocorreu no âmbito de um inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No dia 25 de novembro, Alexandre de Moraes encerrou a ação penal relacionada a uma suposta tentativa de golpe de Estado e determinou o cumprimento imediato da pena de 27 anos e três meses de prisão para Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente já apresentou diversos pedidos de prisão domiciliar humanitária, mas todas as solicitações foram negadas pelo ministro. Carlos Bolsonaro comentou que, mesmo em prisão domiciliar anterior, o pai usava tornozeleira eletrônica e tinha agentes em volta de casa, indicando que não haveria risco de fuga.

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