PF investiga faixa com 'ladrão' em SP e oposição acusa Lula de 'censura'; entenda o caso

PF investiga faixa com ‘ladrão’ em SP e oposição acusa Lula de ‘censura’; entenda o caso

Resumo

PF diz que investigava crime contra honra de Lula em abordagem por faixa com ‘ladrão’ em Presidente Prudente

A Polícia Federal (PF) informou nesta terça-feira (28) que a abordagem a um morador em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, visava investigar um possível crime contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação ocorreu após a exibição de uma faixa com a palavra “ladrão” em uma janela de apartamento.

O incidente, registrado em vídeo no último domingo (26) e que viralizou nas redes sociais, gerou críticas de setores da oposição, que acusaram o governo de censura. Lula participaria de um evento na cidade na segunda-feira (27), mas cancelou a viagem devido à recuperação de um procedimento médico.

Conforme informações divulgadas pela PF, a investigação se deu pela presença de faixas com dizeres que, em tese, poderiam configurar crime contra a honra, conforme a legislação vigente. A PF reitera que realiza ações de segurança voltadas à proteção de autoridades de forma rotineira, seguindo protocolos estabelecidos.

Morador alega liberdade de expressão, policial vê ofensa

No vídeo, o morador argumenta que sua manifestação não era direcionada a uma pessoa específica, mas sim ao governo. No entanto, um policial federal o orienta a retirar a faixa, argumentando que a palavra “ladrão” é considerada ofensiva e pode ser vinculada ao presidente pelos participantes do evento.

O policial enfatiza que, caso a faixa não fosse removida, seus superiores tratariam o caso com mais rigor no dia do evento, pois o morador já teria sido alertado. “Eles não vão considerar isso como opinião”, afirmou o agente, sugerindo que a situação poderia gerar problemas e que a PF estava dando uma “dica” para “evitar dor de cabeça”.

Oposição critica e fala em ‘governo da censura’

A reação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi rápida. Ele criticou a ação, afirmando que o “governo da censura está com os dias contados” e ironizou: “Se Lula achou que a faixa escrito ladrão era pra ele, quem sou eu pra discordar!”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também comentou o caso, questionando: “A faixa não estava nem o nome do Lula, a carapuça serviu?”. Esses posicionamentos refletem a percepção de parte da oposição de que o episódio configura uma tentativa de silenciar críticas ao governo.

Histórico de casos semelhantes envolvem o presidente Lula

Não é a primeira vez que manifestações verbais ou visuais contra o presidente Lula geram investigações ou polêmicas. Em abril de 2025, um homem foi detido pela PF no Rio de Janeiro após chamar o presidente de “ladrão” durante a passagem da comitiva presidencial.

Meses depois, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, determinou a investigação da PF contra uma mulher que gritou “Lula ladrão” em São Paulo. Em outra ocasião, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou um advogado por suposto crime de injúria ao se referir a Lula como “ex-presidiário”.

PF reafirma protocolos de segurança para autoridades

Em nota oficial, a Polícia Federal esclareceu que as diligências em Presidente Prudente foram realizadas em razão da presença de faixas que “em tese, poderiam configurar crime contra a honra”. A corporação reiterou que ações de segurança voltadas à proteção de autoridades são realizadas de forma rotineira, conforme protocolos estabelecidos.

A PF não detalha publicamente os procedimentos e práticas relacionados à proteção de autoridades, devido à natureza sigilosa dessas atividades. A nota busca justificar a intervenção policial como parte de seus deveres institucionais na garantia da segurança e na observância da lei.

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