Jorge Messias após derrota no Senado: "Sabemos quem promoveu a campanha de desgaste e mentiras"

Jorge Messias após derrota no Senado: “Sabemos quem promoveu a campanha de desgaste e mentiras”

Resumo

Jorge Messias lamenta derrota no Senado e aponta campanha de desinformação

O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, expressou sua insatisfação após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado. Messias relatou ter enfrentado uma intensa campanha de desgaste nos últimos cinco meses, com a disseminação de diversas mentiras com o objetivo de desconstruir sua imagem.

Em coletiva de imprensa realizada logo após a votação, o AGU afirmou ter conhecimento sobre os responsáveis por essa articulação. “Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, declarou, sem, no entanto, citar nomes específicos dos envolvidos na estratégia de desinformação.

Apesar da derrota, Messias ressaltou que lutou “o bom combate” e que a vida, assim como a política, envolve vitórias e derrotas. Ele agradeceu aos senadores que votaram a favor de sua indicação e relembrou que o Senado é soberano em suas decisões. As informações foram divulgadas após a votação no Senado.

Trajetória e fé diante da reprovação

Jorge Messias, visivelmente emocionado, agradeceu o apoio do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de sua família e de seus “irmãos” evangélicos. Ele destacou que a reprovação não representa o fim de sua trajetória profissional ou pessoal, reafirmando sua crença no plano divino para sua vida. “Sei que minha história não acaba aqui”, pontuou.

O AGU enfatizou que, como servidor de carreira concursado, não depende de cargos públicos para sua sustentação ou benefícios pessoais, tendo construído sua carreira por meio do estudo. Essa declaração reforça sua autonomia e sua base profissional sólida.

Derrota histórica e serenidade do governo

A indicação de Jorge Messias ao STF foi derrubada pelo plenário do Senado com 42 votos contrários e 34 favoráveis, configurando uma derrota significativa para o governo do presidente Lula. Ministros como José Guimarães (Secretaria das Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa) manifestaram apoio a Messias.

Guimarães afirmou que a indicação preenchia todos os requisitos constitucionais e que, em nome do governo, a decisão do Senado seria aceita com a maior serenidade possível. “Aceitamos a decisão do Senado”, concluiu o chefe da SRI, demonstrando respeito ao resultado democrático.

A importância da campanha de desgaste e a resposta de Messias

A declaração de Jorge Messias sobre a existência de uma “campanha de desgaste” ganha relevância no contexto político. A desconstrução de imagem é uma tática frequentemente utilizada para influenciar a opinião pública e as decisões de órgãos colegiados, como o Senado.

Ao afirmar que “sabemos quem promoveu isso”, Messias sinaliza que o governo possui informações sobre os articuladores por trás da campanha. Essa postura, embora sem apontar nomes, sugere uma análise interna sobre os mecanismos que levaram à rejeição de sua indicação, indicando uma busca por entender as motivações e os atores envolvidos na campanha de desinformação.

A derrota no Senado, com 42 votos contrários, demonstra a força da oposição ou de grupos contrários à indicação de Messias. O AGU, contudo, adota uma postura de resiliência, focando em sua fé e em sua trajetória profissional sólida, indicando que a reprovação no STF não o abalará em sua carreira como servidor público.

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