Janja rebate Silas Malafaia e defende importância de mulheres evangélicas em evento do PT
A primeira-dama Janja Lula da Silva, conhecida como Janja, reagiu de forma contundente às declarações do pastor Silas Malafaia. Ele havia ironizado os encontros promovidos por Janja com mulheres evangélicas, classificando-as como figuras “sem um pingo de expressão no mundo evangélico”.
Em sua resposta, durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, Janja não poupou críticas ao pastor. Ela afirmou que não o considera um pastor e o acusou de ter “cara de pau” ao se referir às mulheres como “insignificantes” em redes sociais. Para a primeira-dama, “insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante”.
As tensões entre Janja e Silas Malafaia já vinham de antes. Em agosto do ano passado, o pastor, ligado à Assembleia de Deus Vitória em Cristo, chegou a dizer que “dava risada” dos encontros organizados por Janja. Ele declarou que as participantes não possuíam “nenhum pingo de expressão” no meio evangélico, afirmando conhecer “quem é quem” nesse segmento.
A estratégia de diálogo do governo com o eleitorado evangélico
Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo tem buscado intensificar o diálogo com o segmento evangélico. Essa parcela do eleitorado foi uma base de forte apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Janja destacou a importância de o campo progressista se fazer presente dentro das igrejas para promover esse diálogo. Ela relatou a dificuldade enfrentada por lideranças religiosas progressistas, mencionando o caso de uma pastora que foi expulsa de sua congregação após participar de um dos encontros promovidos pela primeira-dama.
“O ódio está do lado deles”, afirma Janja
A primeira-dama enfatizou que a “disputa de narrativa” precisa ocorrer em todos os espaços. Segundo ela, a polarização ideológica se manifesta de forma intensa, e “o ódio está do lado deles”.
Janja concluiu sua fala ressaltando que a eleição do presidente Lula por três vezes foi baseada no “amor”, e não no “ódio”. Ela expressou confiança de que, com esse mesmo sentimento e fé, o grupo político “vai ganhar novamente a eleição em 2026”.