Ali Khamenei, o Aiatolá que Liderou o Irã por 35 Anos, Morre Após Ataque de EUA e Israel, Afirma Trump
O mundo político e as relações internacionais foram abalados pela notícia da morte de Ali Khamenei, o líder supremo do Irã. A confirmação veio através do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu o aiatolá como uma figura proeminente entre os indivíduos mais perversos da história.
A declaração de Trump não apenas selou o fim de uma era para o Irã, mas também ressaltou o profundo antagonismo que marcou o relacionamento entre os Estados Unidos e a República Islâmica sob a liderança de Khamenei. A morte do líder iraniano é vista pelos EUA como um ponto de virada crucial para o povo iraniano.
No entanto, a notícia diverge de declarações anteriores do Ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que havia afirmado que o líder supremo estava vivo. Autoridades israelenses também indicaram a possibilidade de terem atingido outros altos escalões do governo iraniano, aumentando a tensão na região. Conforme informação divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Ali Khamenei está morto.
O Poder e a Influência de Ali Khamenei no Irã
Ali Khamenei ocupou a posição de homem mais poderoso do Irã por 35 anos, tornando-se o chefe de estado mais longevo no Oriente Médio. Sua ascensão ao poder coincidiu com a instauração do regime dos aiatolás, após a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia persa. A partir de então, o Irã adotou uma postura firmemente anti-Ocidente e anti-Israel.
A autoridade de Khamenei abrangia as esferas política, religiosa e militar, consolidando um poder sem precedentes. O aiatolá, um estudioso islâmico xiita, desempenhava um papel central na jurisprudência, teologia e filosofia islâmica, exercendo influência direta nas decisões do país.
A Trajetória de Khamenei no Regime Islâmico
Nascido em Mashhad, Ali Khamenei iniciou sua formação religiosa e política na década de 1960, sob forte influência do aiatolá Ruhollah Khomeini, o arquiteto da Revolução Islâmica. Essa doutrinação moldou sua visão, alinhada a uma interpretação mais radical do islamismo, com forte inclinação antiocidental.
Em 1980, Khamenei foi escolhido por Khomeini para um papel proeminente, tornando-se o responsável pela tradicional oração de sexta-feira em Teerã. No ano seguinte, deu um salto significativo na hierarquia política ao ser eleito presidente do país, o segundo cargo mais importante do regime, aos 42 anos, tornando-se o primeiro clérigo a ocupar a presidência.
A Ascensão ao Cargo de Líder Supremo e a Manobra Constitucional
Em 1989, após a morte de Khomeini, Khamenei foi eleito o novo líder supremo pela Assembleia dos Peritos. Sua ascensão, no entanto, envolveu uma manobra constitucional, pois ele não possuía o grau de marja, exigido para a emissão de decisões sobre a lei islâmica. A alteração na Constituição permitiu sua posse, consolidando seu poder vitalício.
Desde que assumiu o posto, Khamenei manteve a linha política de seu antecessor, marcada pelo patrocínio de grupos como o Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023 em Israel, e pela promoção do programa nuclear iraniano, visto como uma ameaça global.
A Estrutura de Poder no Irã Sob a Liderança de Khamenei
O regime iraniano é caracterizado por uma intrincada divisão de poder, onde órgãos estatais se conectam à religião. O líder supremo, Ali Khamenei, detinha a autoridade máxima em decisões militares e políticas. Abaixo dele, o presidente exerce um mandato de quatro anos, com poderes limitados pelo clero e pelo líder supremo, focando principalmente em assuntos internos e econômicos.
O Conselho dos Guardiões, composto por seis clérigos e seis juristas, é uma das instituições mais poderosas, com a prerrogativa de avaliar e vetar leis que contrariem a Constituição e a lei islâmica. A Guarda Revolucionária (IRGC), uma força militar de elite, responde diretamente ao líder supremo, reforçando o controle militar e de segurança do regime.