Alexandre de Moraes nega hospitalização de Bolsonaro após queda na PF, PL reage criticando decisão

Alexandre de Moraes nega hospitalização de Bolsonaro após queda na PF, PL reage criticando decisão

Resumo

Moraes veta transferência de Bolsonaro para hospital após queda e traumatismo leve na PF; PL critica decisão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para um hospital. A solicitação foi feita pela defesa após Bolsonaro sofrer uma queda na madrugada, resultando em um traumatismo cranioencefálico leve enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF).

De acordo com a decisão de Moraes, não há urgência que justifique a remoção de Bolsonaro. O ministro determinou que a avaliação da necessidade de exames e o atendimento médico ocorram dentro da própria sede da corporação. Essa decisão gerou repercussão e críticas por parte do Partido Liberal (PL).

A Polícia Federal divulgou notas que apresentaram informações distintas ao longo do dia. Inicialmente, a corporação informou que o atendimento médico no local constatou apenas “ferimentos leves”. Contudo, após um pedido da equipe médica de Bolsonaro, a PF chegou a anunciar que realizaria a transferência, mas recuou, esclarecendo que qualquer deslocamento depende de autorização judicial.

PL critica decisão e aponta “inviabilidade” da prisão em cela

O Partido Liberal (PL) divulgou uma nota oficial expressando sua insatisfação com a decisão de Alexandre de Moraes de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso em uma cela na Polícia Federal. O partido considerou a decisão “incabível” e declarou estar “inconformado” com o acidente ocorrido, quando Bolsonaro caiu e bateu a cabeça.

A legenda ressaltou que registra a indignação de seus filiados e de cidadãos conservadores que apoiam a família Bolsonaro. O PL argumenta que o ex-presidente está com a saúde “debilitada”, especialmente considerando que é um homem de 70 anos que passou por cirurgias recentes. A facada sofrida em 2018 ainda é citada como um fator que impacta sua condição física.

Os advogados de Bolsonaro já haviam alertado anteriormente que o regime fechado poderia representar um risco real de piora súbita em sua saúde. Apesar desses argumentos, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido mais recente de prisão domiciliar, feito pela defesa no dia 31 de dezembro, justificando que não foram apresentados fatos novos que alterassem sua decisão anterior.

Carlos Bolsonaro relata sangramento e desorientação do pai

O ex-vereador Carlos Bolsonaro utilizou suas redes sociais para detalhar o acidente sofrido pelo pai. Segundo ele, Jair Bolsonaro apresentou um hematoma no rosto, sangramento nos pés e sinais de desorientação. Carlos explicou que a queda teria ocorrido durante a madrugada, possivelmente após um pesadelo, levando o ex-presidente a bater a cabeça em uma mesa.

Carlos criticou a demora no socorro, afirmando que os agentes só descobriram o acidente quando abriram a cela pela manhã. Ele também revelou que o pai sofre de labirintite, condição que, segundo ele, não estaria sendo tratada adequadamente na prisão. A PF, por sua vez, informou que o atendimento médico foi realizado no local.

Avaliação médica na PF e o debate sobre a saúde de Bolsonaro

A decisão de Alexandre de Moraes de que a avaliação médica ocorra na própria sede da PF visa, segundo o ministro, garantir que o ex-presidente receba o atendimento necessário sem a necessidade de deslocamento. No entanto, o PL e a família de Bolsonaro levantam preocupações sobre as condições de saúde e o tratamento recebido.

O debate sobre a saúde de Jair Bolsonaro e a adequação de sua permanência em uma cela na PF ganha força com este incidente. A questão da prisão domiciliar, já negada anteriormente, volta a ser um ponto de tensão entre a defesa do ex-presidente e o judiciário, especialmente após a queda e as alegações de sua família sobre seu estado de saúde.

O programa Café com a Gazeta do Povo desta quarta-feira (07) abordará esses desdobramentos. O programa vai ao ar das 07h às 10h, no canal da Gazeta do Povo no Youtube.

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