Governo Lula Investe Recorde em Anúncios Digitais em 2025, Alcançando R$ 129,6 Milhões
Os gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com publicidade na internet atingiram um novo recorde em 2025, totalizando R$ 129,6 milhões. Este valor representa o maior montante já registrado desde o início da divulgação desses dados, marcando uma expressiva aceleração no uso de recursos públicos para a comunicação digital.
O levantamento, divulgado pelo Núcleo.jor, revela que o investimento em 2025 supera significativamente os anos anteriores. Em 2024, os gastos foram de R$ 42 milhões, e em 2023, R$ 47 milhões. Somados, os três primeiros anos da atual gestão petista acumulam R$ 219 milhões em publicidade digital.
Em comparação, os quatro anos do governo Jair Bolsonaro registraram um total de R$ 93 milhões em anúncios na internet. O valor desembolsado em apenas três anos da gestão atual, portanto, mais do que dobra o gasto do governo anterior em todo o seu mandato. Conforme apurado pelo Núcleo.jor, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) é a responsável pela execução desses investimentos.
Secom Justifica Aumento com Mudanças de Hábito da População
Procurada, a Secom explicou que o aumento nos gastos com anúncios na internet segue critérios técnicos e reflete as mudanças no comportamento da população brasileira. Segundo a pasta, o reforço no uso das redes sociais para divulgar as ações do Governo do Brasil está alinhado com os novos hábitos das pessoas na busca por informações.
A secretaria destacou que a estratégia visa garantir e ampliar o acesso dos cidadãos a informações sobre seus direitos e aos serviços públicos disponíveis. A publicidade digital é considerada essencial para alcançar públicos que migraram para o ambiente online, tornando a comunicação mais direta e abrangente.
Investimento em Plataformas Digitais Supera Governos Anteriores
A série histórica, que considera gastos liquidados por meio de agências de publicidade desde 2009, aponta para uma aceleração notável nos investimentos digitais. A partir de 2017, os gastos com “comunicação digital” começaram a ser discriminados, embora governos anteriores já investissem em redes sociais e sites.
O levantamento foca em despesas classificadas na rubrica “meio = internet”, excluindo outros meios como rádio e televisão. Os maiores valores foram direcionados a gigantes como Google, Meta (Facebook, Instagram, Threads), Kwai e TikTok. Veículos de mídia tradicionais como Globo, Record e UOL também figuram entre os dez maiores receptores de anúncios pagos pela Secom.
Mudança na Secom e Foco em Big Techs
A aceleração dos gastos ocorreu sob o comando do publicitário-ministro Sidônio Palmeira, que assumiu a Secom em janeiro de 2025, sucedendo Paulo Pimenta. Esta mudança aconteceu em um período em que o governo buscava ampliar o controle de narrativas nas redes sociais sobre suas políticas públicas.
Em setembro de 2025, Palmeira ressaltou a importância das Big Techs para a comunicação e para o povo brasileiro, reforçando a estratégia de concentrar investimentos nas grandes plataformas digitais. No ano anterior, sob a gestão de Paulo Pimenta, houve uma redução de cerca de 20% nos gastos com redes sociais, queda essa que foi revertida de forma expressiva em 2025.
Declaração da Secom sobre os Gastos
A Secom reiterou que os critérios para a distribuição do investimento em publicidade são pautados por critérios técnicos. O reforço do uso das redes sociais para divulgação das ações governamentais é visto como um reflexo dos novos hábitos da população, que dedica mais tempo à navegação nesses canais. A estratégia tem como objetivo garantir e ampliar o acesso da população a informações relevantes sobre direitos e serviços.