Carlos Viana: CPMI do INSS já tinha pistas sobre Ciro Nogueira e rede de corrupção em Brasília

Carlos Viana: CPMI do INSS já tinha pistas sobre Ciro Nogueira e rede de corrupção em Brasília

Resumo

Carlos Viana afirma que CPMI do INSS alertou sobre Ciro Nogueira e rede de poder em Brasília

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a extinta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, declarou nesta sexta-feira (8) que a comissão já possuía informações cruciais sobre as investigações que agora atingem o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pessoas ligadas ao Banco Master. A declaração surge um dia após a Polícia Federal realizar buscas e apreensões na residência de Nogueira, como parte da Operação Compliance Zero.

Segundo Viana, a CPMI coletou uma série de documentos, diálogos e estabeleceu conexões que, em sua visão, evidenciam a existência de uma complexa “rede de influência, poder e corrupção que operava nos bastidores de Brasília”. O material reunido, conforme o senador, foi encaminhado semanas atrás ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“A CPMI do INSS alertou. Eles tentaram silenciar. Eles tentaram bloquear. Eles tentaram desacreditar. Agora as operações da Polícia Federal começam a mostrar ao Brasil aquilo que já havíamos entregue ao STF e à Procuradoria-Geral da República: uma rede de influência, poder e corrupção que agia nos bastidores de Brasília”, escreveu Viana em suas redes sociais.

Interceptações e emendas sob suspeita

A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (7), cumpriu mandado de busca e apreensão contra Ciro Nogueira. A investigação apura supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Diálogos interceptados pela PF indicariam repasses mensais na ordem de R$ 300 mil a R$ 500 mil a Ciro Nogueira.

Além disso, a Polícia Federal investiga a suspeita de que uma emenda parlamentar apresentada por Ciro Nogueira, relacionada à PEC da autonomia do Banco Central, teria sido elaborada pela própria assessoria do banco. Essas descobertas reforçam as alegações de Viana sobre a atuação de uma rede de influências.

Tentativas de obstrução e pressão contra a CPMI

Na publicação, Carlos Viana também detalhou que integrantes do chamado Centrão, partidos políticos e setores do governo federal teriam agido para impedir o avanço das investigações conduzidas pela CPMI do INSS. O senador relatou que ele, o relator Alfredo Gaspar e outros membros da comissão enfrentaram “pressões, ataques e tentativas de sabotagem” durante os trabalhos.

“Agora vocês vão entender com mais clareza por que o Centrão e partidos se juntaram com o PT para barrar a CPMI”, declarou Viana. Ele ainda ressaltou que as investigações devem continuar a progredir e indicou que **novos nomes podem surgir nos próximos meses**, sinalizando que a apuração está longe de terminar.

Investigações em andamento e futuras revelações

O senador Carlos Viana demonstrou confiança de que a verdade virá à tona, apesar dos desafios enfrentados. “As investigações continuam. Mais nomes surgirão. A verdade leva tempo, mas chega”, afirmou, reforçando o compromisso com a transparência e a responsabilização dos envolvidos na suposta rede de corrupção.

A declaração de Viana adiciona uma nova dimensão às investigações da Operação Compliance Zero, sugerindo que as suspeitas sobre Ciro Nogueira e suas conexões já eram conhecidas por órgãos de controle e fiscalização antes mesmo da deflagração das fases mais recentes da operação policial.

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