Eleições no Peru: Candidato de esquerda pede anulação de votos no exterior após virada apertada contra Keiko Fujimori

Eleições no Peru: Candidato de esquerda pede anulação de votos no exterior após virada apertada contra Keiko Fujimori

Resumo

Candidato de esquerda no Peru pede anulação de votos no exterior após ser superado na apuração apertada

O cenário eleitoral no Peru se encontra em suspense após o candidato de esquerda Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, solicitar a anulação de votos no exterior. A medida surge em um momento crucial, com Sánchez sendo superado por Keiko Fujimori, candidata da direita, na reta final da apuração do segundo turno presidencial.

A disputa tem sido uma das mais acirradas da história recente do país, com a diferença entre os candidatos sendo inferior a mil votos. Os pedidos de nulidade apresentados pelo partido de Sánchez visam centenas de colégios eleitorais, tanto no exterior quanto dentro do Peru, levantando suspeitas sobre a lisura do processo em alguns locais.

A campanha de Keiko Fujimori já refutou as acusações, classificando os pedidos de anulação como sem fundamento legal. Enquanto os órgãos eleitorais analisam os recursos, a definição do novo presidente do Peru aguarda a revisão de atas e a resolução das contestações, mantendo o país em expectativa.

Acusações de Irregularidades em Votações no Exterior

O partido Juntos por el Perú protocolou pedidos de nulidade que afetam centenas de colégios eleitorais localizados fora do Peru, incluindo 647 unidades nos Estados Unidos. A legenda alega a ocorrência de supostas irregularidades, como a interferência indevida de funcionários da chancelaria peruana e a orientação de eleitores para que votassem em Keiko Fujimori.

Nos Estados Unidos, a candidata da direita demonstrou uma ampla vantagem. Dados oficiais da apuração indicam que Keiko Fujimori recebeu 44.440 votos no país, correspondendo a 76,559% do total, enquanto Roberto Sánchez obteve 13.607 votos, representando 23,441%. Essa disparidade em território estrangeiro é um dos focos dos pedidos de anulação.

Pedidos de Nulidade Também no Peru

Além das votações no exterior, o partido de Roberto Sánchez solicitou a anulação de mais de 1.700 atas de votação dentro do próprio Peru. Conforme o recurso apresentado ao Jurado Nacional de Eleições (JNE), a legenda de esquerda afirma ter identificado padrões de votação que considera “estatisticamente impossíveis”, sugerindo uma possível adulteração das atas.

A campanha de Keiko Fujimori, por meio de seu chefe de fiscais, Luis Dyer, rejeitou veementemente as acusações. Dyer declarou que os pedidos de nulidade não possuem base legal e que as atas em questão foram assinadas por representantes do próprio Juntos por el Perú, garantindo a limpeza do processo eleitoral e a preparação jurídica para contestar os recursos.

Cautela de Fujimori e Mudança de Discurso de Sánchez

Após a virada na apuração, Keiko Fujimori adotou um tom cauteloso. A candidata afirmou que será “prudente” e aguardará o resultado final antes de se pronunciar sobre o processo eleitoral. Fujimori reconheceu o direito de Sánchez em apresentar pedidos de nulidade, embora tenha ressaltado não ver motivos para tais contestações.

Em contraste, Roberto Sánchez, que inicialmente declarou aceitar os resultados da eleição enquanto liderava a apuração, passou a mencionar supostas “manobras” destinadas a alterar “a vontade democrática” após a perda da dianteira na contagem de votos. A eleição presidencial peruana segue sem definição oficial, dependendo da análise e revisão dos documentos eleitorais em andamento.

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