STF em Ebulição: Fachin assume Inquérito das Fake News e julgará Moraes
Em uma movimentação que sacudiu o Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, assumiu nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a relatoria do polêmico inquérito das fake news. A decisão visa conter uma crise institucional e apaziguar conflitos internos, retirando o ministro Alexandre de Moraes do comando do caso.
A intervenção de Fachin surge em meio a divergências acirradas entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino, especialmente após decisões conflitantes sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. O presidente do STF criticou a postura de desafiar um ao outro horizontalmente, o que, segundo ele, abala a integridade da instituição.
Para restabelecer a ordem, Fachin anulou as ordens de afastamento e reintegração, centralizando em si a responsabilidade pelo andamento processual. A medida, segundo especialistas, indica o fim da fase investigatória do inquérito das fake news, que se arrasta desde 2019, e retira o protagonismo de Alexandre de Moraes.
Mudanças no Inquérito das Fake News e o Fim da Era Moraes
Com a saída de Alexandre de Moraes da relatoria, o ministro perde o controle estratégico sobre as apurações, pedidos de diligências e decisões liminares no âmbito do inquérito das fake news. Edson Fachin sinalizou a intenção de encerrar o caso, determinando o envio dos autos para a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
A expectativa é que ambos os órgãos decidam se apresentarão denúncias formais ou se pedirão o arquivamento definitivo. Essa mudança, conforme avaliam observadores, marca o encerramento da fase de investigação e diminui a proeminência de Moraes nas apurações.
Suspeitas Contra Moraes: O Julgamento que Pode Abrir um Novo Inquérito
Um julgamento agendado para 15 de setembro promete ser o ponto alto da crise. A sessão analisará relatórios que levantam suspeitas sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Documentos apontam para dezenas de mensagens do empresário solicitando auxílio em investigações de fraudes financeiras ao ministro.
O relatório também menciona que Moraes teria participado da edição de um contrato milionário envolvendo o escritório de advocacia de sua família e Vorcaro. Além disso, foram reservados cartões de crédito com limites de R$ 300 mil para os filhos do ministro, fatos que serão submetidos ao plenário para decidir sobre a abertura de um inquérito contra ele.
Votação Decisiva: O Futuro de Moraes em Jogo no STF
O plenário do STF deliberará sobre a legalidade das provas coletadas por André Mendonça. Caso a maioria considere o procedimento correto, a investigação contra Alexandre de Moraes poderá ser instaurada. A divisão de votos é esperada, com ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino inclinados ao arquivamento, enquanto Mendonça e possivelmente Fachin e Luiz Fux devem votar pela investigação.
Votos de Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli serão cruciais. Em um cenário de aprovação da investigação, existe a possibilidade teórica de um afastamento do cargo para o ministro, evidenciando a gravidade da situação no inquérito das fake news.