O eco de Raquel e a história de Natanael sob a figueira transformam o debate sobre o aborto em Londrina
Uma antiga história sobre o apóstolo Natanael (Bartolomeu) e um encontro com Jesus sob a figueira tem ganhado novos contornos em debates recentes na Câmara Municipal de Londrina. A narrativa, que remonta ao episódio bíblico do Massacre dos Inocentes, foi trazida à tona em uma reunião pública sobre o aborto, ligando a proteção da vida no passado a questões atuais.
A discussão, intitulada “Aborto aos nove meses: um crime contra a humanidade”, promovida pelas vereadoras Michele Thomazinho e Jessicão, da Frente Parlamentar Cristã, trouxe à luz relatos sobre o que os organizadores descrevem como o avanço da “cultura da morte”. A conexão com a história de Natanael busca reforçar a ideia de que a proteção à vida desde os estágios iniciais é um tema de profunda relevância e urgência.
A partir de relatos de estudiosas do tema, a reunião em Londrina, conforme informado, apresentou dados e preocupações sobre a interrupção de gestações avançadas e o uso de métodos como a assistolia. A comparação com o Massacre dos Inocentes, ordenado por Herodes, serve como um paralelo histórico para as discussões sobre a proteção à vida em formação, conforme relatado pelos participantes do evento.
A Súbita Conversão de Natanael Sob a Figueira
O Evangelho de São João narra o encontro entre Jesus e Natanael, inicialmente cético quanto à origem do Messias em Nazaré. Jesus, ao saudar Natanael com a frase “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!”, revela que o viu “quando estavas debaixo da figueira”. Essa menção provocou uma profunda transformação em Natanael, que imediatamente o reconheceu como Filho de Deus.
O Segredo da Figueira e a Proteção de Vidas Inocentes
Um velho padre, conforme relatado, confidenciou uma explicação para a súbita mudança de Natanael. Trinta anos antes do encontro com Jesus, a mãe de Natanael o teria escondido sob as folhas de uma figueira para salvá-lo da morte, durante o Massacre dos Inocentes ordenado por Herodes. Essa história, que evoca a proteção de bebês recém-nascidos em um contexto de perseguição, foi o ponto de partida para a reflexão sobre a proteção da vida atual.
O Massacre Moderno e a Estatística Alarmante
A reunião pública em Londrina comparou o massacre de Herodes com o que os organizadores chamam de “Herodes modernos”. Foram apresentados dados que indicam que, entre 2005 e 2019, aproximadamente 898 milhões de bebês tiveram suas vidas interrompidas dentro do ventre materno. A prática da assistolia foi citada como um método de tortura que já teria ceifado milhares de vidas, um cenário que, segundo os participantes, clama por justiça, comparável a um futuro “Nuremberg”.
Um Chamado à Proteção da Vida: Um Arrependimento Pessoal
Durante o evento, a réplica de um feto, semelhante aos que são vítimas de abortos, circulou entre os presentes. Um dos participantes compartilhou um momento de profunda reflexão pessoal, lembrando-se de uma criança que ele não permitiu nascer há muitos anos e que, se estivesse viva, teria a idade de Cristo. A declaração final expressou um compromisso: “Não usarei as folhas da figueira para esconder o meu pecado, mas para ajudar a proteger, com a força do perdão e da palavra, a vida de todos aqueles que não têm voz.”