Flávio Bolsonaro critica “bidenização” de Lula e aponta riscos para o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou críticas contundentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sugerindo que o petista estaria passando por um processo de “bidenização”. Segundo o senador, essa “bidenização” não se refere à idade, mas sim a um “raciocínio e ideias atrasadas”, que estariam desconectados da realidade atual.
Flávio Bolsonaro expressou preocupação com os rumos da política externa brasileira sob a gestão de Lula, afirmando que as ações teriam levado o país ao isolamento internacional e enfraquecido as relações com os Estados Unidos. O senador reafirmou sua candidatura à presidência, descartando qualquer possibilidade de desistência ou de abrir espaço para outros nomes da direita.
Em entrevista ao podcast Market Makers, o senador detalhou suas preocupações, indicando que o termo “bidenização” remete às críticas direcionadas ao presidente americano Joe Biden por lapsos de memória e dificuldades em discursos. Conforme informação divulgada pelo próprio senador, “É um processo de ‘bidenização’ que é perigoso para o Brasil”, declarou.
Propostas econômicas para conter gastos públicos
Visando um eventual governo, Flávio Bolsonaro adiantou que sua equipe está elaborando um plano econômico focado na redução de despesas e reorganização das contas públicas. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e aliada do senador, informou que já estão sendo preparadas propostas de emenda à Constituição e projetos de lei.
“Passada a eleição, ainda na transição, já estamos preparando projetos. Parte precisa de emenda constitucional, parte dá para fazer por projeto de lei para botar as contas no lugar”, explicou Marques. Flávio Bolsonaro complementou, alertando que o Brasil “se endivida R$ 8 bilhões por dia”, em grande parte devido à taxa Selic. Ele defende um ajuste fiscal como medida essencial para reduzir juros e equilibrar as finanças.
Defesa de Eduardo Bolsonaro e críticas à política externa
O senador também saiu em defesa de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em relação à taxação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Flávio Bolsonaro afirmou que Eduardo manteve diálogos sobre democracia e liberdade de expressão com autoridades americanas, mas “em nenhum momento o Eduardo trabalhou para prejudicar o Brasil”.
Na visão do candidato, a decisão dos EUA de taxar produtos brasileiros é uma consequência direta da condução da política externa do governo Lula, e não da atuação de Eduardo Bolsonaro. O senador reiterou que o irmão “merece ser reconhecido pela coragem” em suas articulações internacionais.