Flávio Bolsonaro quer que María Corina Machado preste depoimento sobre suposta ofensa de Lula a Nicolás Maduro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou um pedido para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determine o depoimento da ativista venezuelana María Corina Machado.
O objetivo é que ela esclareça pontos importantes em um inquérito que investiga crimes contra a honra do presidente Lula (PT). A investigação foi aberta após uma postagem de Flávio Bolsonaro relacionada à prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A petição, formalizada nesta quinta-feira (11), busca a oitiva de Machado para entender melhor a relação entre Lula e Maduro, além das circunstâncias da prisão do líder venezuelano. Conforme informações divulgadas, a solicitação visa apurar o elemento subjetivo do caso.
María Corina Machado pode detalhar relação Lula-Maduro e prisão do ditador
Segundo Flávio Bolsonaro, María Corina Machado tem o potencial de oferecer esclarecimentos cruciais para a análise do inquérito. O senador acredita que ela pode detalhar a relação estabelecida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolás Maduro ao longo dos anos.
Adicionalmente, a ativista venezuelana poderia fornecer mais detalhes sobre os fatos que levaram à prisão de Nicolás Maduro pelas autoridades dos Estados Unidos da América. A oitiva de Machado é vista como fundamental para a completa elucidação dos fatos.
Pedido de documentos e depoimentos de outras figuras envolvidas
Além do depoimento de María Corina Machado, Flávio Bolsonaro solicitou a Alexandre de Moraes que peça à justiça americana uma cópia do processo referente à prisão de Nicolás Maduro. O senador também pediu o depoimento do próprio Lula.
Há também o pedido de oitiva de Euzenando, que já teria prestado depoimento em sede de colaboração. Segundo o senador, Euzenando teria afirmado fatos relevantes para o inquérito, como o financiamento da construção do metrô de Caracas pela Odebrecht, com um empréstimo de US$ 691 milhões ao governo da Venezuela.
Odebrecht e financiamento de campanha de Maduro sob investigação
O senador Flávio Bolsonaro também mencionou que, contemporaneamente à construção do metrô, a Odebrecht teria doado US$ 35 milhões para a campanha presidencial de Nicolás Maduro, que na época era candidato a vice-presidente da Venezuela na chapa com Hugo Chávez. Esses detalhes foram relatados pelo senador em sua petição.
A declaração de Flávio Bolsonaro após a prisão de Maduro foi enfática: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”. A emergência no tema se dá pela gravidade das acusações e a conexão com figuras políticas de alto escalão.