Irmã de Sicário Ameaça Expor Segredos Chocantes da Família Vorcaro com Material que Pode "Acabar com Todos"

Irmã de Sicário Ameaça Expor Segredos Chocantes da Família Vorcaro com Material que Pode “Acabar com Todos”

Resumo

Irmã de Sicário diz ter material para “acabar com a família inteira” de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Um relatório da Polícia Federal revelou que Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, teria feito ameaças graves contra a família do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os documentos, que tiveram o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, Joana afirma possuir informações capazes de “acabar com a família inteira” de Vorcaro.

As declarações surgiram em um grupo de WhatsApp e foram direcionadas a Manoel Rodrigues, o Manolo, um bicheiro que atuava para a família do banqueiro. Joana expressou descontentamento com a situação financeira de sua família após a morte de seu irmão, que cometeu suicídio após ser preso na “Operação Compliance Zero”.

As informações foram divulgadas após o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo dos documentos. A situação se desenrolou em meio a um clima de tensão e medo, com alegações de ameaças e pressões direcionadas a Joana e sua mãe. Conforme informação divulgada pela Polícia Federal, a ameaça de Joana gerou pânico entre os alvos da investigação.

Ameaças e Desespero: A Luta de Joana Mourão

Em suas mensagens, Joana Mourão expressou profunda revolta e desespero. Ela acusou o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, de ter se apropriado do dinheiro de seu irmão. “Penhorou os 3 vales e colocou o dinheiro do meu irmão pra dentro e deixou a gente na miséria”, escreveu Joana no grupo de WhatsApp.

Ela afirmou estar “muito perto do abismo” e que, caso algo lhe acontecesse, ela levaria Henrique Vorcaro junto. “Acabo com a delação do filho, do cunhado e ainda jogo ele atrás das grades tbm (sic). Eu tenho material pra acabar com a família inteira”, declarou Joana, demonstrando o potencial destrutivo do material que alega possuir.

Joana relatou ainda ter recebido, junto com sua mãe, vídeos com fuzis e ameaças diretas de morte. Essas pressões, somadas ao medo de serem presas ou sofrerem golpes, teriam levado Joana a um estado de fragilidade física, chegando a pesar apenas 45 kg por não conseguir comer ou dormir. Ela atribui diretamente à “família maldita” de Vorcaro a responsabilidade pela morte de seu irmão e pela sua atual situação financeira.

Manobras para Silenciar e a Estrutura de Segurança Agressiva

Diante da ameaça de Joana, Manolo, com a aprovação de Henrique Vorcaro, teria agido para comprar o silêncio dos familiares de “Sicário”. Documentos e mensagens indicam tratativas urgentes para a transferência de contratos de ativos e repasse de recursos financeiros para Joana e sua mãe, com o objetivo de “estancar” a crise e impedir que o material de um iCloud chegasse às mãos da Polícia Federal. Manolo chegou a relatar a Henrique Vorcaro as conversas com a mãe de Joana e os planos para a transferência de contratos.

“Henrique boa noite, estamos conversando com a mãe aqui (…) vamos passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela mãe, para resolver a questão, amanhã dr André já entrará em contato com o dr Thiago para alinhar isso”, disse Manolo em uma das mensagens. Esse episódio serviu como uma das justificativas para a Polícia Federal pedir a prisão preventiva de Henrique Vorcaro. A PF monitorava essas transferências, que além de silenciar testemunhas, poderiam configurar crimes de lavagem de dinheiro.

A investigação aponta que Manolo comandava uma estrutura de segurança extremamente agressiva, com pessoal treinado, veículos blindados e armamento pesado. Em uma interceptação, o ambiente de uma reunião com o grupo foi descrito como a “Rússia do Putin”, devido à ostensividade do armamento. Manolo chegou a ironizar que seus seguranças, em vez de transmitirem proteção, deixavam os visitantes “assustados”.

Investigações Revelam Ameaças e Informantes

Em outras conversas interceptadas, foram revelados métodos brutais, incluindo menções ao uso de snipers para proteção pessoal e declarações de hostilidade contra policiais militares. A Polícia Federal também identificou episódios de ameaças contra ex-funcionários de Daniel Vorcaro em Angra dos Reis, indicando que o grupo agia sistematicamente à margem da lei.

Além disso, a apreensão de documentos internos da própria Polícia Federal na residência de Henrique Vorcaro sugere a existência de informantes infiltrados na corporação, com o objetivo de monitorar investigações e alvos de interesse do grupo. A Gazeta do Povo buscou contato com as defesas dos envolvidos para manifestação.

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