Lula critica influenciadores digitais: "Não conheço ninguém que ensine coisa séria que tenha 4 milhões de seguidores"

Lula critica influenciadores digitais: “Não conheço ninguém que ensine coisa séria que tenha 4 milhões de seguidores”

Resumo

Lula questiona a relevância de influenciadores digitais e a disseminação de informações na internet.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou ceticismo em relação à credibilidade de influenciadores digitais durante um discurso na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (16). Ele afirmou que não conhece figuras que ensinem conteúdos sérios e que possuam milhões de seguidores, levantando um debate sobre a qualidade da informação veiculada nas redes sociais.

A declaração surge em um contexto onde o próprio governo tem utilizado influenciadores para promover suas pautas. Lula contrastou a popularidade de alguns perfis com a de educadores, destacando que, em sua visão, a disseminação de conteúdos superficiais ou falsos atrai um público maior do que o ensino de assuntos relevantes.

As críticas do presidente foram direcionadas à facilidade com que informações, muitas vezes sem comprovação, se espalham online. Lula alertou sobre o perigo de se tornar refém de algoritmos e da desinformação, incentivando uma reflexão sobre o tempo dedicado ao uso de celulares e o consumo de notícias.

Contraste entre influenciadores e educadores

Durante seu pronunciamento, Lula declarou: “Não conheço ninguém que ensine coisa séria que tenha 4 milhões [de seguidores]”. Ele acrescentou, comparando com a figura política: “O Bolsonaro tinha 30 milhões”. O presidente, que possui 14,3 milhões de seguidores em seu Instagram, observou que a velocidade com que mentiras se propagam é maior, pois “a mentira você não tem que provar. Eu falo que o cara não presta, você acredita”.

Alerta sobre o uso de tecnologia e desinformação

Lula enfatizou a importância de se ter cautela com o que se consome nas redes sociais, alertando para o risco de se tornar “algoritmo, robotizado pelo que eles querem que a gente veja e que a gente acredita todo dia”. Ele incentivou o público a reduzir o tempo de tela, sugerindo que em vez de buscar notícias no celular antes de dormir, as pessoas deveriam “dar um beijinho”.

Relembrando conquistas e o cenário eleitoral

O presidente aproveitou o momento para relembrar a proximidade das eleições e citar dados de seu governo. Ele mencionou a inflação acumulada em quatro anos como a “menor em quatro anos da história do Brasil” até dezembro de 2025. No entanto, não detalhou que o mérito é atribuído ao Banco Central e que a inflação permaneceu acima da meta durante a maior parte de 2025, com um aumento de 12,31% na energia elétrica residencial, segundo o IBGE.

Emprego e críticas ao governo anterior

Outro ponto destacado por Lula foi o “maior número de trabalhadores com carteira assinada” em 2025. Ele não especificou que o setor público foi o que mais cresceu em empregos, com 3,8%, e que estes são pagos com impostos da população. Lula também expressou orgulho em ver funcionários que haviam sido demitidos durante o governo de Jair Bolsonaro serem reintegrados à Casa da Moeda, afirmando: “Nós trouxemos de volta”.

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